Cientistas israelenses produzem tomates resistentes à seca

Cientistas israelenses da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram variedades de tomate capazes de produzir alto rendimento mesmo em condições extremas de seca, conforme publicado na revista PNAS.

Por – Damares Alves

O estudo foi liderado pelo estudante de doutorado Shai Torgeman e pelo professor Dani Zamir, da Faculdade de Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente da HU, em Rehovot.

Os pesquisadores descobriram que o maior rendimento foi resultado de interações entre duas regiões do genoma do tomate. A nova variedade de tomate consome menos água e aumenta sua produção em condições climáticas extremas. A pesquisa fez parte da cooperação científica com a União Europeia no âmbito do programa Horizonte 2020.

Um estudo mostrou que mais da metade dos israelenses prefere tomates em suas saladas, enquanto 18% comem tomates simples e 11% gostam de tomates cozidos em shakshuka. No entanto, os tomates ficam menos disponíveis no mercado à medida que o clima esquenta.

Cientistas israelenses
Imagem: Marcos Barbosa

Os resultados da pesquisa demonstraram a eficácia do cultivo de plantas na agricultura utilizando espécies silvestres. A estrutura distinta da nova população permitiu o mapeamento preciso dos genes no tomate e a identificação de efeitos mútuos, estabelecendo o potencial para aplicação abrangente em outras plantas e melhoria do rendimento.

Necessidade de alternativas devido às mudanças climáticas

Tomates cultivados em campo aberto precisam de proteção contra pragas, nutrição e rega regular. No entanto, as mudanças climáticas e a grave escassez de água exigem variedades alternativas e métodos modernos de cultivo.

Os pesquisadores cruzaram duas espécies de tomate, Solanum pennellii e Solanum lycopersicum. O primeiro é um tomate selvagem verde e tolerante à seca dos desertos do oeste do Peru, e o segundo é um tomate de processamento moderno endogâmico. Eles identificaram regiões do genoma que afetam características agrícolas, como o rendimento. O professor Zamir realizou sequenciamento de DNA e análise extensa de dados de 1.400 plantas.

Superando barreiras de rendimento

Torgeman explicou que estudos de características complexas em plantas, como rendimento e resistência à seca, foram baseados em populações significativamente menores, de cerca de 200 espécies.

Segundo os resultados da pesquisa, duas regiões em cromossomos diferentes produziram um aumento de 20 a 50% na produção geral de tomate sob condições irrigadas e secas.

“Agora, com base no conhecimento publicado, estamos cultivando novas variedades com o objetivo de comercializá-las no mercado de alimentos”, concluiu Torgeman. Essa descoberta pode trazer um grande impacto positivo na agricultura e na oferta de alimentos, especialmente em regiões que enfrentam condições extremas de seca.

Texto publicado em SÓ CIENTIFICA

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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