Canalhice sob encomenda

A aura de democracia e de liberdade de expressão começa a entrar em declínio como o novo papel da velha imprensa em resguardar novos formatos de sobrevivência. Fico a me perguntar a serviço de quem jornalistas da velha guarda, e de calibre em extinção, estão trabalhando ao desancar, mais uma vez, a economia do Amazonas, com artigos e editoriais encomendados para destruir a Zona Franca de Manaus.

Abrindo mão da própria reputação, prevaricam em todas as direções e se manifestam com ausência de significados de suas ponderações. Sequer sabem que a ZFM não se instalou em 1957, se recusam a conhecer nossa realidade e se nutrem do ouviu dizer e a escrever o que lhe dizem ser conveniente ao status quo da Indústria bandeirante. Lastimável e infame. Há uma desinformação perversa e mal intencionada nas redações do ‘salve-se quem puder’. Já não dá para levar a sério tanta leviandade e superficialismo. São pessoas que se recusam sistematicamente a debater a economia do Amazonas por isso não merecem uma linha de credibilidade as calúnias que nos atribuem.

Temos 22 bolsistas de doutorado em gestão da Amazônia, em parceria da UEA com a USP. Em fóruns recentes, em que se buscou olhar para a Amazônia como estão fazendo alguns conterrâneos como a USP, a FGV, o Insper, inserindo nossa economia nos acertos da equação sustentável de meio ambiente e desenvolvimento, alguns arautos dessa velha canalhices levantam contra a questão humana e social aqui presente. “Tem que deixar a floresta intacta” e fim de papo. Desconhecem que a própria ONU já recomenda pagamento aos países que protegem suas florestas.

Na ótica desses arautos da arrogância floresta quem tem preço é a floresta plantada dos eucaliptos, na política florestal da monocultura deletéria. Desconhecem o papel do manejo florestal, essa tecnologia amazônica que o governo japonês financiou no projeto Cadaf. Sob a coordenação do INPA e da Universidade de Tóquio, sabemos mais da dinâmica do carbono e das vantagens socioeconômicas e ambientais do bom manejo. Eles, os bacanas exclusivos, abominam o que não é espelho…deles.

A ZFM se instalou em 28 de fevereiro de 1967, no Governo Castelo Branco. Longe de ser bengala de quem se recusa a caminhar com inovação de ideias, este é o melhor acerto fiscal da história da República. Somos o Estado mais estudado na Universidade de São Paulo, e hoje 11 doutorandos do Amazonas fazem o caminho contrário, e vão mergulhar na USP em seus acertos e avanços acadêmicos para formular – em parceria inteligente e promissora – a nova conjugação do verbo construir com pronome na primeira do plural.

O desafio é a Gestão da Amazônia, um patrimônio da biodiversidade, a maior do mundo, que a indústria de Manaus ajuda a conservar, dando emprego e oportunidades para quem se deixa atrair pela depredação e difamação. Vamos todos passear na floresta, é bom à beça. Gestão da Amazônia é também uma Conferência Internacional, promovida pela dupla UEA USP – que vai reunir em Manaus, de 29 a 31 de Agosto os maiores especialistas da paróquia global em gestão e sustentabilidade, de verdade.

Alfredo Lopes
Alfredo Lopes
Alfredo é filósofo, escritor e editor-geral do portal Brasil Amazônia Agora

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1 comentário

  1. >>>>> http://www.suframa.gov.br/zfm_historia.cfm e http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1950-1959/lei-3173-6-junho-1957-354667-norma-pl.html Acesse meu querido!<<<<<

    O único canalha dessa história toda é a imprensa amazonense que insiste na mentira, na manipulação de noticias tendenciosas, sempre, mas sempre motivados para a proteção de interesses de uma elite política local que há anos reina absoluto no Amazonas, empobrecendo cada vez mais o Estado, envergonhando a grande massa populacional, sendo motivo de chacota em nível nacional enquanto o crime organizado toma conta das ruas da capital e do interior ditando as regras. Meus pêsames!

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