BNDES Verde: caminhos de revitalização sustentável da infraestrutura de transportes da Amazônia

“…o BNDES Verde pode se tornar um modelo de infraestrutura de transportes sustentável, não apenas para o Brasil, mas para o mundo, demonstrando como é possível equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental, o enigma do século XXI, que nos oferece duas saídas: ou deciframos ou vamos perecer como civilização”.

Por Alfredo Lopes
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Coluna Follow-Up

Em resposta à recente vazante histórica que secou rios e comprometeu a cabotagem na Amazônia, gerando prejuízos significativos, surge a necessidade de uma infraestrutura de transportes sustentável e competitiva. Necessidade estrutural, não conjuntural até a próxima vazante. E quando o Polo Industrial perde mais de R$ 1,3 bilhão, quem perde são os cofres federais e arrecadação pública.

Portanto, inspirando-se no sucesso do BNDES Azul, que colocou o mar no centro da estratégia de desenvolvimento, o bom senso e a necessidade propõem o BNDES Verde, uma iniciativa focada na revitalização da infraestrutura logística da Amazônia, com ênfase nas hidrovias e sustentabilidade ambiental. Afinal, a melhor maneira de proteger um bem natural é atribuir-lhe uma finalidade econômica sustentável.

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A Amazônia, com seus rios secos e cabotagem comprometida, enfrenta desafios logísticos urgentes, sublinhando a necessidade de uma abordagem mais robusta e ecológica para o transporte. Na floresta tem que ser assim, ajustada à sustentabilidade. Por isso, BNDES Verde buscará adaptar as lições do BNDES Azul, aplicando-as ao contexto único da Amazônia, para criar uma rede de transportes resiliente e ambientalmente responsável.

BNDES
Tomaz Silva – Agência Brasil

O foco prioritário é inaugurar uma infraestrutura hidroviária Sustentável, priorizando a dragagem e o balizamento dos rios. Assim, o BNDES Verde visa transformar efetivamente em hidrovias os principais rios da Amazônia, garantindo sua navegabilidade e minimizando impactos ambientais. Investirá em tecnologias sustentáveis e práticas de gestão ambiental, como a utilização de combustíveis renováveis, seguindo a tendência global de descarbonização.

Como recomendam os estatutos constitucionais para regiões remotas, buscaremos incentivos e apoio a Projetos de Inovação de toda ordem, como sugere a ONU para quem protege a floresta. Alinhado à política do BNDES Azul, o BNDES Verde oferecerá incentivos financeiros para projetos que priorizem a inovação e a sustentabilidade no setor de transportes da Amazônia.

Ou seja, projetos que demonstrarem compromisso com a responsabilidade socioambiental, com geração de empregos, renda e oportunidades, acompanhados de redução de emissões de GEEs serão particularmente incentivados.

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Sustentabilidade na Amazônia — Foto: Getty Images

A revitalização da infraestrutura de transportes, além de atender a melhora da logística na Amazônia e sua competitividade, promoverá o desenvolvimento econômico, melhorando a eficiência e a competitividade das empresas locais, oferecendo opções de interiorização do desenvolvimento com emissão de Nota Fiscal, isto é, uma economia que compartilha benefícios com a sociedade.  Ao investir em infraestrutura sustentável, o BNDES Verde também contribui para a preservação do ecossistema único da Amazônia, promovendo um desenvolvimento equilibrado

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Foto divulgação

Engajamento e cooperação são o lema e os resultados imediatos e perenes dessa investida. A iniciativa procurará envolver diferentes stakeholders, incluindo governos locais, comunidades indígenas, setor privado e ONGs, para assegurar que as soluções sejam abrangentes e bem adaptadas às necessidades locais. O BNDES Verde é uma proposta estratégica e oportuna para enfrentar os desafios logísticos da Amazônia, trazendo uma nova perspectiva de desenvolvimento sustentável para a região.

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Foto Gisele Alfaia

 Inspirado no sucesso e nas abordagens do BNDES Azul, o BNDES Verde pode se tornar um modelo de infraestrutura de transportes sustentável, não apenas para o Brasil, mas para o mundo, demonstrando como é possível equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental, o enigma do século XXI, que nos oferece duas saídas: ou deciframos ou vamos perecer como civilização.

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal Brasil Amazônia Agora

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