Bio&TIC, união estável na Amazônia a partir da floresta – Entrevista com Roberto Garcia FPF-Tech

Junho é o mês do calendário Amazônia em que a floresta inicia a celebração de suas festas, por obra e graça de seu viço, vida e fartura que borbulham em profusão. E junho foi escolhido para abrir as portas da hospitalidade Amazonas para a EXPOAMAZONIA BIO&TIC 2022, o maior evento de Bioeconomia e Tecnologia da Informação e Comunicação ja realizado no coração da floresta, um sonho dos Amazônidas e uma vitrine de seus talentos, engenho, empreendedorismo e arte. Representante do T da tecnologia que vai desfilar na ExpoAmazonia, Roberto Garcia recebeu a Follow Up para uma prosa. Confira.

1- Coluna Follow-up: Na sua opinião, quais os frutos esperados deste casamento entre de bioeconomia e tecnologia?

  • Roberto Garcia: Este é um casamento de união estável e duradoura. O uso da tecnologia é essencial para viabilizar, por exemplo, a agricultura de precisão, a biotecnologia genômica, a nanotecnologia, uso de IOT na plasticultura para controle das variações do clima, automação e robótica para digitalização do campo. O uso acelerado de novas tecnologias no agronegócio irá permitir o Brasil reduzir custos e expandir as oportunidades de penetração do produto nacional no exterior.

2– FUP: Estamos falando há algumas décadas sobre novas modulações econômicas. Como você enxerga a indústria de hoje com a utilização dessas duas áreas de conhecimento e de profissões?

  • R.G: Estudo do Fórum Econômico Mundial evidenciou que, na próxima década, mais de um bilhão de empregos, em todo o mundo, serão impactados pelas novas tecnologias. No Brasil, não é diferente. Por isso, é urgente e fundamental que se invista mais em capital humano, especialmente de forma continuada, no contexto das tecnologias da Indústria 4.0, principalmente em digitalização e a automação de processos. A FPF tech tem trabalhado para acelerar este processo de formação de mão de obra qualificada disponibilizando para o ecossistema local mais de 70 cursos de curta duração nestas novas tecnologias e dois cursos de formação técnica, de 18 meses de formação, nas áreas de Automação Industrial e Desenvolvimento de Software.

3- FUP: CBA e FPFtech: são duas estruturas vizinhas geograficamente no Polo industrial de Manaus. Que ações já foram feitas ou estão pensadas para integrar as rotinas de ambas as instituições?

  • R.G: Não só pela proximidade, mas também pelo interesse da FPFtech em contribuir com o desenvolvimento da área de Biotecnologia da nossa região temos procurado estar próximos do CBA e IDESAM nas iniciativas onde possamos atuar em colaboração e intercâmbio de conhecimento.

4- FUP: Ainda padecemos de escassez de profissionais da área de TIC e de Bioeconomia. A ETEC vai demandar uma BIOTEC ?

  • R.G: Nossa instituição tem se diferenciado ao longo dos anos no mercado por desenvolver soluções sob demanda, sob medida e inovativas para nossos clientes gerando diferenciais competitivos para os seus negócios. À medida que sejamos demandados por estes nesta área, estaremos com certeza focando esforços e recursos neste sentido.
Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal Brasil Amazônia Agora

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