Precisamos, pois, de espírito público para evitar maiores riscos a vida das pessoas, deixar de lado as diferenças, muitas vezes fabricadas politicamente, para pensar nos problemas que devem nos unir.
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.