“Estas anotações destacam em itálico as intuições e o espírito público da proposta de Haddad para a reconstrução do Rio Grande do Sul e a oferece uma abordagem profunda e reflexiva que poderia servir de modelo para outras regiões do Brasil e do mundo, enfrentando desafios semelhantes de reconstrução e desenvolvimento sustentável após desastres.”
Os gaúchos já demonstraram historicamente que são empreendedores dinâmicos e inovadores, e que o Estado dispõe de capital social e institucional para superar os problemas socioeconômicos e socioambientais resultantes do desastre ambiental das inundações e das enchentes. Particularmente, deverão planejar a gestão sustentável dos recursos hídricos com o apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) os quais, no Rio Grande do Sul, são uma benção na Natureza e não apenas numa visão de curto prazo, fonte amaldiçoada de desastres ambientais, um fato que já havia sido observado desde a Descoberta do Brasil.
“Investimentos em ações de resiliência, junto com uma abordagem proativa para a gestão de mudanças climáticas, são indispensáveis para garantir a estabilidade econômica da região e do país. As lições aprendidas com as enchentes devem moldar não apenas a recuperação pós-tragédia, mas também a preparação para futuros desafios ambientais e econômicos”
O governo federal anunciou uma série de medidas para auxiliar no desastre climático que assola o Rio Grande do Sul, incluindo renegociação de dívidas e linhas de crédito subsidiadas
“A solidariedade e a prevenção devem definir nossa abordagem aos desafios futuros, assegurando que não sejamos pegos de surpresa por crises que, infelizmente, tendem a se tornar mais comuns.”
O Rio Grande do Sul enfrenta uma das piores tragédias climáticas de sua história, com chuvas contínuas que já resultaram em 24 mortes, 21 desaparecidos e mais de 8 mil desabrigados. Entenda o que a complexa série de anormalidades que causou esse desastre climático e que podem estar sendo cada vez mais normais.