O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram chamada pública no valor total...
Provando mais uma vez que a melhor maneira de manter a floresta em pé é atribuindo-a uma função econômica, o Programa Prioritário de Bioeconomia divulga seu mais novo relatório mostrando que é possível misturar desenvolvimento com sustentabilidade.
Parlamentar brilhante na defesa da Amazônia e da ZFM, de 2011 a 2015, Rebecca Garcia vem de uma familia empreendedora, com relevantes serviços prestados ao desenvolvimento regional em diversos setores da economia. Titular da Suframa de 2015 a 2017, Rebecca conseguiu avançar na autonomia financeira e administrativa da autarquia, e incentivar ações, programas e projetos em economia verde por toda a Amazônia Ocidental, mais o Amapá. Com larga vivência em Brasília, reconhece que o Brasil federal permanece de costas para a Amazônia, onde estão os ativos que podem empinar o desenvolvimento nacional.
No retorno ao setor privado, na área de equipamentos e componentes eletrônicos, a GBR da Amazônia, resolveu conhecer, planejar e empreender em Bioeconomia. Ou seja, além de direcionar as verbas de P&D de sua empresa para o PPBio, Programa Prioritário de Bioeconomia da Suframa, gerenciados pelo IDESAM, implantou uma empresa fincada na biodiversidade amazônica. Confira a entrevista exclusiva.
“Mais longe já tivemos na desconstrução desta equação perversa que rebaixa a população da Amazônia a IDHs deploráveis a despeito da potencialidades naturais imensuráveis. Compete a nós apontar e desmontar a distorção inaceitável que transformou o Amazonas num dos maiores contribuintes da Receita. Entre os vacilos, este é o mais aloprado e omitido da gestão federal, responsável pelo atraso da bioeconomia e do desenvolvimento regional.”
“Vale lembrar, com efeito, que saíram das receitas geradas pelo Polo Industrial de Manaus parcelas robustas dos recursos de P&D para bancar pendências do referido programa Ciência Sem Fronteiras, por isso, nada mais justo que estes cientistas aquinhoados e aqueles que, por eles possam ser recomendados, venham nos ajudar a consolidar as próximas etapas da diversificação, adensamento e interiorização do desenvolvimento.”
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.