O que, portanto, nossa generosidade pecuniária pode fazer pelo Amazonas? Tenhamos certeza, seja lá o que for, vai beneficiar também o resto do país, como temos feito historicamente. Desde o Ciclo da Borracha, quando o Brasil recebia da floresta o equivalente ao 45% de seu PIB e já rezava o Pai Nosso do jeito como sempre faz, só até a primeira estrofe. “Venha a nós o vosso Reino”, diria ao Curupira! Até quando?
Por outro lado, seria dificil aprovar mais uma PEC, a da ZFM para duplicar a dinheirama que aqui o Brasil recolhe desde sempre. Dito isto, e alinhado com as preocupações sociais e ambientais do novo governo, com toda segurança jurídica podemos dizer: longe de ser parte do desastre fiscal do país, podemos ser parte decisiva da força tarefa verde de sua reabilitação no cenário fiscal do país e da questão climática mundial.
A mesma ALE-Assembleia do Estado do Amazonas, se aprovar o PLC 18/2022 que pretende aumentar as alíquotas do IPVA e a do ICMS de 18% para 20%, junto com o mesmo governador que o encaminhou, ambos que se posicionaram contrários aos decretos de Brasília do IPI os quais alegaram terem atacado a ZFM, estariam agora atacando a mesma ZFM com o ICMS do Amazonas? A assessoria do governador teria feito alguma leitura que justifique a medida, o que o teria convencido a adotá-la?
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Em tempos de protagonismo do setor privado, as empresas da região, especialmente às que operam sob o guarda-chuva da Zona Franca de Manaus, podem decidir se querem continuar ocupando o papel de caricatura — o tal “ventilador no meio da selva” — ou se estão dispostas a assumir o lugar de atores e promotores de uma economia amazônica que, enfim, decide produzir riqueza a partir da floresta em pé e da inteligência das pessoas que a habitam