”Fica difícil, ou impossível, quando alguém muda as regras depois que o jogo está em pleno andamento. E é exatamente isso que tem acontecido na visão dos governantes deste Brasil que tem aversão à segurança jurídica daqueles que lhes dão amparo e receita.”
“Condicionalidades e objetivos não se confundem. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Afinal, qual é a política econômica do Governo Federal?”
“É bastante provável que, no médio prazo, poderá vir dos países de liberalismo iluminado da União Europeia, moldado nas crescentes crises do capitalismo do século XX, a indução a um redirecionamento para o uso sustentável dos recursos ambientais dos nossos ecossistemas. Autoridades, produtores e consumidores desses países estão reduzindo a demanda de produtos intensivos de recursos naturais se os mesmos forem produzidos em áreas de desmatamentos em florestas prístinas, o que impactará adversamente os negócios lucrativos nas fronteiras ecológicas.”
O que fazer diante de cenários alternativos sobre a economia brasileira? Dois conselhos de Peter Drucker: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo” e, como é preciso renovar ideias e repensar a atual política econômica, “Se você quer algo novo, você precisa parar de fazer algo velho”.
Deixar de enfrentar a crise social brasileira com determinação política, numa atitude de complacência neomalthusiana, é abrir espaço para o avanço da fome entre os pobres e os miseráveis.
Oferecemos aos internautas do BAA a leitura gratuita do último e-book do professor e ex-ministro da fazenda e planejamento do governo Itamar Franco, Paulo Roberto Haddad.