Um movimento de mais de 10 anos para a criação de um mercado regulado de carbono no Brasil está enfrentando resistências do governo federal. Um projeto de lei apresentado no começo do ano pelo deputado Marcelo Ramos passou por várias discussões com setores empresariais, a Academia e organizações da sociedade civil e parecia pronto para ser aprovado na Câmara e levado à COP como um trunfo.
As recentes ações da Suframa, também através da articulação com outras instituições, prefeitos e governadores da região, na execução de planos de trabalho desenvolvidos no início da gestão de Polsin há pouco mais de um ano, mostram um caminho exitoso e alinhado com o DL 288. São ações com foco no Distrito Agropecuário, Biotecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento, Mineração Sustentável, divulgação da ZFM, uso de recursos regionais e logística, entre outros. Os resultados esperados devem despertar mais cobiça política com o cargo, também uma forma de ciúme.
Mulheres Kaingang e Guarani enfrentam o agronegócio e sustentam a luta para manter a floresta em pé, travando batalha de gênero com os homens indígenas
Mais do que uma agenda para a Amazônia, essa é uma estratégia para o Brasil. E, por sua dimensão continental, uma contribuição concreta - muito além da polarização politica estéril - para o equilíbrio político, econômico e institucional da América Latina.