Ontem, o nível do Rio Negro atingiu a marca histórica de 29,97 metros. Há chances do nível atingir os 30m antes de baixar, mas a situação parece ter começado a se estabilizar.
A maior marca da série histórica foi registrada em 2012, com cheia do rio em 29,97 metros, mas a cheia atual alcançou no dia 19 de maio em Manaus a dimensão de 29,84 metros.
Em Parintins, além de alagar ruas da cidade, a cheia do Rio Amazonas causou prejuízos a produtores rurais que perderam plantações cultivadas em áreas de várzea.
Chuvas acima da média desde o início do ano devem provocar grandes inundações ao longo das bacias dos rios Negro e Solimões. Alerta vale para Manaus, Manacapuru e Itacoatiara.
Segundo os pesquisadores, em anos de La Niña, as regiões Norte e setor norte do Nordeste apresentam aumento na frequência e volume das chuvas durante o verão.
As concentrações de CO2 ao longo de 2020 também ganharam destaque, já que elas seguiram aumentando apesar da queda drástica das atividades econômicas devido às restrições de circulação impostas pela pandemia.
Os desafios do Amazonas são grandes demais para projetos individuais e urgentes demais para disputas menores. A hora pede convergência, responsabilidade e comunhão de propósitos