“Em uma economia de mercado, os preços são críticos para a alocação de recursos, para orientar os investimentos, para orientar a regulamentação. É preciso ter alguma noção dos benefícios da redução de carbono. Ou do custo de não reduzir o carbono, de qualquer forma”, explicou Stiglitz
País corre contra o tempo para preservar fatias do agronegócio; regulamentação do mercado global de carbono abre oportunidade histórica para venda de créditos por captura de gases do efeito estufa
Dois mil e vinte e um foi um ano no qual todas as previsões dos cientistas sobre os impactos do aquecimento global desfilaram num compacto aterrorizante diante dos olhos da humanidade. Num intervalo de poucos meses, vimos seca extrema no Brasil, incêndios no Mediterrâneo, calor de 50 graus no Canadá, um ano de chuva caindo em uma semana na China e enchentes devastadoras na porção mais rica do mundo. A cidade de Madri teve em janeiro sua maior nevasca e em agosto sua maior temperatura já medida. E isso porque foi ano de La Niña, quando em tese o planeta inteiro resfria.
“Ganhará um enorme abraço de admiração se apontar com dados e fatos um programa de desenvolvimento regional, como a ZFM, capaz de gerar meio milhão de empregos, ser o quinto maior contribuinte tributário do país e ajudar a manter a floresta em pé. Por sinal, se se mantiverem as promessas e a Amazônia não for destruída, vamos equacionar a crise hídrica, energética e liberal, que tal?”