Especialista na dinâmica florestal amazônica do carbono, pesquisador do INPA e ABC, além de co-fundador do portal BrasilAmazôniaAgora, Niro Higuchi liderou em 2014 uma equipe com os maiores pesquisadores do planeta em biomas tropicais para decifrar como se comporta a floresta Amazônica em relação ao carbono no processo de fotossíntese. Quem o contratou foi o governo japonês, através da Universidade de Tóquio. Neste vídeo e entrevista, ele compartilha algumas informações sobre o assunto e diz porque o plantio de mogno é plantio de dólares. Confira!
“E nesse contexto, baseado no prestígio internacional que as organizações do Observatório da BR-319 desfrutam, vamos ser sensatos: a rodovia precisa voltar a funcionar urgentemente e ser monitorada insistentemente para evitar o desmatamento letal. Ela não é o problema e pode ser a solução para evitar o desmatamento. Sim, pra isso mesmo, para obrigar o Poder Público a cumprir seus compromissos com a comunidade internacional na COP-26, Glasgow- outubro 2021, de zerar o desmatamento até 2030. Só faltam oito anos, a chance que temos de recompor o protagonismo ambiental que deixamos escapar pela insensatez da gestão ambiental da Amazônia ora em curso. Ou será que existe alguma maneira de proteger o bem natural que não seja atribuir-lhe uma função econômica?”
Destruir a riqueza neste contexto lembrado por Higuchi não tem a ver diretamente com o efeito climático, embora haja relação. É na verdade substituir uma riqueza potencial pública pelo dinheiro imediato pessoal e em grande parte criminoso de quem manda no pedaço.
O decreto foi construído por todos os órgãos que atuam no setor, como Amazonastur, órgãos públicos e privados
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas...
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.