No último levantamento, perto de 500 pesquisas e programas de extensão atuantes na Amazônia foram registrados pela USP. Dessa vez, com a criação da AmIT, Instituto de Tecnologia da Amazônia, uma sigla que mistura Tecnologia, Inovação e Biodiversidade, a expectativa de resultados com excelência se amplia pela mobilização de seus atores.
“Diversos estudos apontam a necessidade de mudança nas indústrias para alcançarmos metas de redução de carbono que vão, de fato, reverter os danos das mudanças climáticas. Esperamos que os participantes do desafio gerem insights que possam fazer a diferença nas ações do Instituto Arapyaú na Amazônia”, afirma Henrique Sinatura, sócio e líder do BCG GAMMA no Brasil.
A definição de bioeconomia ainda está em debate na academia, mas já existe uma visão comum do que a diferencia da economia tradicional: a preservação da biodiversidade
Documentos apresentam propostas de desenvolvimento e proteção ambiental, partindo do princípio que as populações locais devem ser as primeiras a ser consideradas em qualquer plano que se faça para a região
De acordo com Teresa Rossi, coordenadora de Projetos do Instituto, o Escolhas reconhece as concessões florestais como uma política pública fundamental para a conservação da Amazônia e para o impulsionamento da bioeconomia. Por isso, tem analisado estratégias de diversificação das atividades sustentáveis permitidas nessas áreas, buscando levá-las além do manejo madeireiro, como é o caso dos créditos de carbono.
Debatido na sexta plenária da iniciativa Uma Concertação pela Amazônia, o significado de bioeconomia é chave para delimitar políticas públicas e investimentos empresariais na região
Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes