Nesta terça-feira, 21 de março de 2023, a cabotagem, o modal de transporte mais coerente com a estrutura fluvial da Amazônia, será objeto de debates em busca de soluções. Exaustos por esperar soluções do poder público, chegou a hora de responder: o que podemos fazer pela navegação de cabotagem no Amazonas aqui e agora? Confira a entrevista com Augusto Rocha, professor da UFAM, sobre cabotagem no Amazonas
“E o que significa voltar a produzir, em Manaus, um componente tão precioso como semicondutores? O que temos a oferecer, logística tupiniquim à parte, recursos humanos já treináveis, ou facilmente qualificáveis, para a missão e miríades de talentos de toda ordem. E o mais importante: experimentar essa alternativa singular e sustentável da produção industrial no coração da Amazônia, que não separa economia e ecologia, há 56 anos.”
“O ponto de partida bem que poderia ser a quantificação e a qualificação dos benefícios que todos e cada um podem distribuir para que a economia da Zona Franca de Manaus cumpra firme e permanentemente seus propósitos essenciais de promoção humana e prosperidade social. Ou seja, a cada reivindicação de contrapartida fiscal para setor ou entidades, a explicitação dos benefícios a serem oferecidos.”
É comprovada mais uma vez a solidez do projeto de desenvolvimento Zona Franca de Manaus que permitiu, em plena floresta Amazônica, a criação de um sofisticado parque industrial que contribuiu para conter, agora e ao longo dos anos de sua existência, a expansão do desmatamento, bem como foi base principal para a crescente arrecadação federal e estadual no Amazonas, e da arrecadação municipal de Manaus.
Temos feito muito pouco por nós mesmos. Longe de prejudicar os interesses da Federação, investir mais na região os ativos aqui conquistados vai implicar em ganhos mais generosos para a arrecadação do país. Com a evidência dos fatos e dados, e com um cardápio recheado de alternativas que vão agregar resultados para a Amazônia e para o Brasil, podemos dizer o que o bom senso já sabe: a Zona Franca de Manaus não é problema é solução para a Amazônia.
A data de 28 de fevereiro sinaliza um acontecimento que considero o mais importante da história da república no que diz respeito ao tratamento do país em relação a Amazônia, sua porção maior. São quase seis décadas de avanços, benefícios, desafios e construção de uma sociedade menos desigual, mais próspera e ambientalmente adequada na história do desenvolvimento regional. Queremos felicitar os responsáveis históricos por essa conquistas, os servidores da Suframa, todas as equipes que coordenaram está missão de proteger e engrandecer a sociedade aqui construída ao longo dos anos.
A expansão da Zona Franca não retira empregos do Sudeste. Muito pelo contrario. Amplia encomendas para a indústria paulista, fortalece a segurança hídrica do agronegócio e preserva a floresta que abastece de chuva os reservatórios brasileiros.