“Independentemente do que venha pela frente, no Polo Industrial de Manaus ninguém ficou de braços cruzados à espera do pior. Agimos. Seguimos agindo e nos unimos. Fizemos a diferença.”
Temos clareza de que não há alternativas, nem a curto nem a médio prazo, e talvez nem a longo prazo, para substituir a Zona Franca de Manaus, sua magnitude, importância e necessidade que este programa de desenvolvimento regional ganhou ao longo desses 55 anos. Jaime Benchimol, economista e empresário.
A Zona Franca de Manaus não é massa de manobra política. O povo foi lesado, mas tudo vê, pois não é leso. Apenas se interessa em ajudar o país a entender a obviedade emergencial de abraçar e adotar a Amazônia, sua economia e a proteção deste patrimônio, sua dimensão indígena e biodiversidade: um tijolo orgânico da construção de um país próspero, ambientalmente equilibrado, economicamente rentável, politicamente correto e socialmente justo, como profetizou Samuel Benchimol referindo-se à Floresta.
Conselheiro do CIEAM e diretor da Moto-Honda da Amazônia, João Batista Mezari é o que se pode chamar de factótum, pelo tamanho de sua disponibilidade e colaboração. Na semana passada, recebeu a Medalha Tiradentes(*), um reconhecimento da Polícia Militar do Estado do Amazonas, por seu desempenho na coordenação do grupo Anjos da Guarda, um projeto do Polo Industrial de Manaus. São iniciativas e ações efetivas para resguardar a segurança dos trabalhadores da Distrito Industrial. “Nossos colaboradores precisam ir e vir com segurança”. Eles são o esteio dos investimentos de Manaus. Cuidar deles não é ônus. É um valioso bônus. Essa é a razão de buscar envolvimentos das empresas e recomendar o uso de tecnologias adequados para o combate da violência que atormenta os colaboradores da Indústria. Destinada a autoridades civis e militares, a Medalha Tiradentes é entregue a membros da sociedade que prestaram relevantes serviços à causa pública. A cerimônia de entrega da comenda foi realizada no Teatro Amazonas, nesta quinta-feira, (21). A solenidade militar homenageia Tiradentes, Herói Nacional e patrono das Polícias Militares do Brasil. Confira:
Um dos mais importantes precursores do movimento da indústria 4.0 no Polo Industrial de Manaus, o pesquisador Sandro Breval(*), pós-doutor em Inovação Tecnológica, e um dos fundadores do portal Brasil Amazônia Agora, é um dos mais qualificados cérebros da Quarta Revolução que se apresenta no Amazonas. Integrante da organização da EXPOAMAZÔNIA BIO&TIC 2022, em junho próximo, ele prevê que “será um divisor de águas, a partir de nós mesmos, pelos conhecimentos e oportunidades que estaremos partilhando e sacramentando. O Brasil deixará de nos olhar apenas como seu fornecedor de receitas. Temos mais do que tributos para oferecer. Será que Brasília nos vê como pobres tecnologicamente e nos enxerga muito distantes para acessar parcerias? Longe é a China, a Amazônia está mais perto do que nunca, em busca apenas de conexão e interoperabilidade, para expansão de sua maturidade em amplos significados, direções e contribuições que podemos oferecer”.
“Tecnologia da informação e comunicação, indústria e bioindústria 4.0, são produtos preciosos e consequências da economia da ZFM. Um caminho sem volta, queiram ou não queiram os paraquedistas ministeriais e seus vaticínios sinistros e ameaçadores. A melhor maneira de tratar com isso é fazer dessa cantilena uma novena de libertação e transpiração”.
Os desafios do Amazonas são grandes demais para projetos individuais e urgentes demais para disputas menores. A hora pede convergência, responsabilidade e comunhão de propósitos