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Amazônia e a potência da bioeconomia

Ela é a chance de superar o extrativismo. Significa usar biodiversidade e saberes ancestrais contra as desigualdades, valorizar os povos das florestas e desenvolver ciência, indústria e bem-estar. Requer política pública e frear o avanço do agronegócio

A quem pertence o Centro de Biotecnologia da Amazônia?

O polo de bioindústria foi desenhado a partir das demandas da economia local e das saídas vislumbradas na diversidade biológica e mineral da região. Tudo ia bem até que começou uma querela estéril e danosa entre os ministérios que passaram a querer um CBA para chamar de seu, na suposição de que esse patrimônio lhes pertencia. Não pertencia e não pertence a ninguém, muito menos à União e seus escalões. É um patrimônio a serviço da Amazônia, das demandas de suas indústrias, das pequenas empresas que se beneficiam das verbas do Programas Prioritários da Suframa para empreendedores, nos programas e projetos a partir da floresta, de seu banco genético, que padece da inovação tecnológica.

IPI e Indústria no Brasil

Ao promover a redução do IPI, o governo justifica a ideia de que a medida se "soma às medidas de incentivo à retomada da economia e à ampliação da produtividade que estão em curso no país, contribuindo para a dinamização da produção e, consequentemente, da geração de empregos e renda". Falou-se até em dar suporte na redução dos preços e, com isso, na taxa de inflação. Cabe aqui advertir para o fato de que essa medida não terá os resultados esperados pelo Governo Federal. Como toda regra tem uma exceção, dadas as características do setor automotivo, é provável que a redução de 18,5% do IPI sobre automóveis tenha impacto na redução dos preços destes bens. Para os demais produtos, engana-se quem acredita nos resultados propagados pelo Governo Federal. Nem a medida permitirá algum grau de reindustrialização, muito menos ajudará no controle inflacionário. Na verdade, de tão frágil, a medida já caducou com o conflito entre Rússia e Ucrânia e suas consequências econômicas.

Extrativismo e ilegalidade, as verdadeiras fontes de pressão sobre a floresta

Como difundir o legado da ciência tropical sustentável, trazendo luz aos produtores, interrompendo o ciclo vicioso de miséria e pressão sobre a floresta? Como fazer a sociedade, a opinião pública e as ações de política pública parar de demonizar a produção e de fato enfrentar a raiz do problema?

Amazônia, a redundância econômica da biodiversidade

O mundo precisa da Amazônia e vai precisar submeter-se a suas leis para acessar seus benefícios e opulência. As categorias e o valor de uso de troca das commodities do Centro-Oeste, na verdade, precisam ajustar-se às similaridades do valor e da riqueza amazônica. E curvar-se aos resultados da nanobiotecnologia. Bioeconomia não é extrativismo disfarçado, é mimese do bioma e da bioética, onde a dinâmica natural e florestal vira paradigmas a serem utilizados como ferramentas da inovação tecnológica, reunindo a nanobiotecnologia, tecnologia da informação e da comunicação.

Ações buscam reduzir vulnerabilidades financeiras em Unidades de Conservação do Amazonas

Atividades executadas pelo Idesam pelo projeto Cidades Florestais: Madeira-Purus focam em desenvolver viabilidade econômica para comunidades tradicionais.

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