Dois mil e vinte e um foi um ano no qual todas as previsões dos cientistas sobre os impactos do aquecimento global desfilaram num compacto aterrorizante diante dos olhos da humanidade. Num intervalo de poucos meses, vimos seca extrema no Brasil, incêndios no Mediterrâneo, calor de 50 graus no Canadá, um ano de chuva caindo em uma semana na China e enchentes devastadoras na porção mais rica do mundo. A cidade de Madri teve em janeiro sua maior nevasca e em agosto sua maior temperatura já medida. E isso porque foi ano de La Niña, quando em tese o planeta inteiro resfria.
“Nos próximos 10 anos, sinto que só haverá mais razões para não querer ter um filho, e não o contrário”, lamentou Kiersten Little, uma pesquisadora de saúde pública da Universidade da Carolina do Norte, ao NY Times. Para ela e seu marido, o “fardo da experiência” do clima extremo causa ansiedade: nesse mundo cada vez mais instável, é justo colocar mais uma vida para sofrer aqui?
Estudo mostra que florestas africanas passaram a emitir carbono, elevando riscos climáticos e reforçando alerta para a preservação das florestas tropicais.