“É bem verdade que temos anotado belas iniciativas de interpretação, valorização e sistematização de saberes que a Amazônia pode oferecer a sua gente e à humanidade. Estamos acompanhando com entusiasmo essa luz que tremula em meio ao horizonte sombrio do desmatamento e das queimadas.”
Não podemos, é importante sublinhar, seguir esperando que a União nos enxergue como alternativa sustentável de prosperidade regional e nacional. Nem esperar nem contar com a possibilidade de apoio financeiro para os projetos e programas, tanto os que estão desenhados como os que estão rodando. Não há melhor caminho do que o protagonismo de quem produz riqueza e propõe paradigmas de sustentabilidade e de prosperidade para o futuro da Amazônia.
O apelo do fundador do CIEAM, nos altos de seus 102 anos, segue pulsante em nossos corações e mentes, para mapear nossa biodiversidade, avaliar sua contribuição para a humanidade, e é o que temos buscado realizar com o mutirão de pensadores e apoiadores que elaboraram Amazônia do Futuro.
Na 12ª edição dos Diálogos da Amazônia, dia 26 de julho último, ocasião em que foi lançado o Documento Amazônia do Futuro, um conjunto de propostas de ampliação e diversificação da economia na Amazônia, o convidado especial foi o parlamentar amazonense Marcelo Ramos, que debateu com Márcio Holland, professor da FGV-Escola de Economia/SP e com o jornalista Carlos Rydlewski, do Valor Econômico, sob a moderação de Daniel Vargas, também da FGV/SP. Apresentamos aqui os principais temas do debate, lembrando que o conteúdo integral pode ser acessado no YouTube. Confira.
Ele nos recorda uma lição simples e fundamental: o verdadeiro progresso continua sendo aquele que coloca o conhecimento a serviço das pessoas, da prosperidade e da floresta.