Esse modo de ver tem origem e representa a perspectiva do estrangeiro. Ele constitui um dos principais problemas de gestão da floresta e da formação do Brasil. Quando o assunto é Amazônia, o brasileiro pode ser tão gringo quanto, bem, os próprios gringos.
O Floresta+, inicialmente (e falsamente) vendido pelo ministro Ricardo Salles como “o maior programa de pagamento por serviços ambientais do mundo”, obteve US$ 96,5 milhões (cerca de R$ 500 milhões) do Fundo Verde do Clima (GCF, na sigla em inglês). A negociação foi iniciada em 2018, no governo Temer.
Há 27 anos, por iniciativa do empresário Paulo Girardi, foi montada uma estrutura editorial/jornalística para ouvir e registrar as experiências e saberes de Gilberto Mestrinho, que completaria 93 anos neste 23 de fevereiro. Foi três vezes governador do Amazonas, senador da República e o líder político mais estimado pelo povo de sua terra, o Amazonas e seu maior defensor. Gravamos 40 horas de depoimentos e de debates com cientistas, empresário e lideranças sindicais e sociais. O resultado foi a publicação de Amazônia Terra Verde Sonho da Humanidade, (1994) que tive a honraria de editar. Confira um trecho do capítulo I
“Em agosto de 2019, quando esteve em Manaus com o presidente da República, o ministro Paulo Guedes foi enfático ao propor a transformação do Polo Industrial de Manaus numa referência mundial de negócios da Bioeconomia, em função da pujança de nossa biodiversidade. Sabe o que foi feito nessa pretensão? Melhor não responder.”
Diferentemente de outros setores, onde o carbono faz uma viagem apenas de ida par a atmosfera, as florestas funcionam como uma via de mão dupla, absorvendo carbono enquanto crescem ou se mantêm, e soltando quando degradadas ou desmatadas.
Estudo mostra que florestas africanas passaram a emitir carbono, elevando riscos climáticos e reforçando alerta para a preservação das florestas tropicais.