A Amazônia é vítima recorrente de uma caricatura: ou é santuário intocável, ou é “fronteira” de expansão bruta. O café, curiosamente, oferece um terceiro caminho — mais inteligente, mais produtivo e mais civilizado. Porque o café entrou no Brasil pela Amazônia e pode voltar agora como aquilo que o país mais precisa reaprender: crescer recuperando o que foi degradado.
A pulverização aérea atingiu áreas de dois produtores do projeto Café em Agrofloresta, localizadas nos Setores Coruja e Raulino, do Projeto de Assentamento Rio Juma. Ambos prestaram queixa junto à delegacia local, e receberam a visita e coleta de amostras das polícias Militar, Federal e Militar Ambiental, para a caracterização do incidente como crime ambiental.
Publicação lançada na véspera do Dia Mundial do Café está disponível na biblioteca virtual do Idesam
Texto: Lennon Costa
Na semana em que é comemorado o...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.