Esse é o ponto central desta reflexão sobre o Norte que não pode continuar sendo tratado como infraestrutura do Brasil sem ser tratado como Brasil. Quando o país usa o Norte como corredor, ele o chama de estratégico. Quando o Norte exige integração, o país o chama de problema. Essa é a agonia do paradoxo
Se o país aceitar esse desafio, a BR-319 pode se tornar um laboratório de governança climática e social para o século XXI: uma rodovia vigiada por satélites, protegida por UCs, guardada pela fiscalização, estruturada pela regularização fundiária e animada por economias sustentáveis. Se continuar negando a si mesmo aquilo que já desenhou em norma, relatório e condicionante, o Brasil estará confessando outra coisa: que ainda não decidiu levar a sério nem a Amazônia, nem a própria República.
Ele nos recorda uma lição simples e fundamental: o verdadeiro progresso continua sendo aquele que coloca o conhecimento a serviço das pessoas, da prosperidade e da floresta.