A pedra fundamental do CBA foi lançada no apagar das luzes do Século XX. Seus padrinhos foram FHC e seu vice, Marco Maciel, filho e marido, respectivamente de mulheres amazonenses. Muita água rolou de lá pra cá, mas pouca energia gerou a favor da sociedade. Enfim, depois de duas décadas e muitas disputas, na gestão Algacir Polsin, da Suframa, e com Fábio Calderaro à frente, o CBA, que havia nascido como Centro de Biotecnologia da Amazônia, passou a se credenciar como Centro de Bionegócios, no coração da maior floresta tropical do mundo e 1/5 do banco genético da Terra. Nessa sexta-feira, 6 de maio, de boas notícias para a Zona Franca de Manaus, a planta do CBA foi regada com o lançamento do Edital que lhe trará a definição de seu modelo de negócios, além, é claro, do esperado CNPJ. Ufa! Fábio Calderaro nos acolheu em seguida para uma prosa Amazônia. Confira.
O lançamento do edital ocorre após a autorização da publicização das atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação voltadas a negócios na área de bioeconomia do CBA, ocorrida em meados de março.
Segundo Denis Minev, um dos fundadores do portal Brasil Amazônia Agora, “…é decisivo que o Brasil deixe de olhar para a Amazônia como um problema e passe a encarar a região como a maior oportunidade ambiental, econômica e social. "Rematamento" é apenas um dos aspectos. Podemos ser os maiores produtores de proteína do mundo (com piscicultura, por exemplo, sem desmatar nem mais um hectare), ou podemos encontrar curas para os males da humanidade na nossa imensa biodiversidade. O mais importante é que o Brasil desenvolva uma ambição saudável na Amazônia.”
Pesquisa com participação de Paulo Artaxo revela que gotículas de neblina carregam micro-organismos vivos e compostos bioativos, ampliando o papel da atmosfera na dinâmica da floresta.