Projeto de Lei que propõe a mudança avança no Congresso. Com redução de Reserva Legal, ao menos 10 milhões de hectares de floresta poderiam ser legalmente derrubados
Se o novo Presidente da República desejar promover o resgate da imagem internacional do Brasil, atualmente com repercussões adversas sobre as nossas exportações dos setores produtivos intensivos de recursos naturais, e desejar respeitar o nosso patrimônio natural para as atuais e futuras gerações, será fundamental que implemente uma nova política ambiental, a qual tenha como objetivo preservar, conservar e reabilitar os nossos ecossistemas: os Pampas, os Cerrados, a Caatinga, a Mata Atlântica e, principalmente, a Amazônia.
A agropecuária é um dos setores da economia mais suscetíveis às variações do clima, podendo sofrer fortes oscilações no volume das colheitas e na qualidade dos diferentes cultivares. Quase 90% da agricultura no Brasil depende da chuva, o que torna a instabilidade climática um risco econômico e social para a cadeia de produção agrícola, tanto para exportação, quanto para consumo interno1. O tema do aquecimento global e das mudanças climáticas ganhou destaque na mídia, principalmente na discussão sobre os efeitos negativos do desmatamento na Amazônia. Porém, a relação entre as mudanças do clima em diferentes escalas geográficas e a produção agropecuária ainda é pouco compreendida por muitos produtores e profissionais do agro. Esse texto tem como objetivo introduzir para um público amplo o tema das mudanças climáticas na agropecuária, partindo da explicação dos conceitos de tempo e clima, trazendo a distinção entre mudanças climáticas globais e regionais, e apontando soluções. Apesar do tema das mudanças climáticas e desmatamento serem tratados por alguns como uma demanda ambiental que beneficia outros países, a conservação da vegetação nativa com a implementação do Código Florestal é antes de tudo uma medida para garantir condições climáticas favoráveis à produção agropecuária no Brasil.
Ao demonstrar que pagar pela restauração de terras pode trazer resultados ambientais positivos, os governos podem convencer investidores privados de que cada dólar gasto pode ter um impacto enorme nas pessoas e no planeta.
A importância ecológica das borboletas na Amazônia envolve polinização, cadeia alimentar e monitoramento ambiental, essenciais para o equilíbrio da floresta.