Alckmin vai a Manaus e diz que o Centro de Biotecnologia da Amazônia é o caminho para desenvolver a região

Geraldo Alckmin esteve em Manaus e visitou um dos maiores projetos estratégicos para o desenvolvimento da região, o Centro de Biotecnologia da Amazônia e reforçou a intenção de utilizar a enorme biodiversidade da floresta para impulsionar o desenvolvimento sustentável e trazer investimentos ao país.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta sexta-feira (24) durante a reunião do CAS (Conselho de Administração da Suframa), que espera para a próxima semana que seja assinado o decreto que vai reconhecer a OS (Organização Social) que vai gerir o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia), sediado em Manaus.

Alckmin visitou na manhã desta sexta o CBA e disse ter sido informado que ele “está operando com 10% do seu potencial, mas já faz nos seus laboratórios trabalhos maravilhosos”.

O ministro disse que o caminho do CBA é fazer pesquisas, criar patentes, mas transformar essas patentes em produtos industrializados, “depois virar emprego e riqueza para a região”.

Segundo Alckmin, houve uma questão jurídica envolvendo o CBA que o ministério conseguiu resolver, que vai possibilitar a assinatura do contrato de gestão entre o MDIC e a OS University. De acordo com ele, “a OS terá três grandes instituições de grande importância apoiando: a UEA (Universidade do Estado do Amazonas), a Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo.

Com isso, disse Alckmin, a Zona Franca será “de Manaus e do Brasil, porque vai repercutir positivamente no Brasil inteiro”.

O vice-presidente afirmou que a Zona Franca de Manaus tem um longo caminho pela frente e que o CBA vai fazer diferença. “O mundo precisa do BIC: Brasil, Indonésia e Congo. São as três florestas tropicais que vão segurar as mudanças climáticas”, disse.

Na visão de Alckmin, a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, pode ser uma solução de emprego e renda para os habitantes da região. “Nós temos que coibir o desmatamento e a grilagem de terras, mas de outro lado temos que dar uma solução econômica de emprego e renda para toda a região. Esse é o compromisso, e as oportunidades são inúmeras no campo da biotecnologia, mercado de carbono e hidrogênio verde”, afirmou.

Potássio de Autazes

Alckmin também disse que o governo federal vai trabalhar com empenho para resolver o problema jurídico e liberar a exploração do potássio na região do município de Autazes.

“O Brasil é o maior exportador de alimentos do mundo e nós precisamos de fertilizantes. Hoje ainda importamos 70% dos fertilizantes fosfatados. Mas o mais grave é o potássio: nós importamos 98% do potássio e o potássio é Amazonas, é Autazes”.

Alckmin disse que a exploração do potássio de Autazes pode ser um dos maiores investimentos do país e levar o Brasil se tornar auto suficiente na produção de cloreto de potássio.

Ele lembrou que a exploração do potássio no Amazonas depende de uma pendência entre o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) sobre qual deles têm competência para fazer o licenciamento ambiental. “Não é possível levar cinco anos para a gente discutir competência”, afirmou.

ZFM

Sobre o futuro da Zona Franca de Manaus, o vice-presidente e ministro fez apenas uma citação tímida durante a fala na reunião do CAS. Elogiou a produção de motocicletas pelas duas maiores indústrias do setor, e afirmou, o governo quer ao fim dos quatro anos fazer a diferença com a Suframa e com o CBA.

Zona Franca de Manaus foto Alberto Cesar Araujo Valor
foto: Alberto Cesar Araujo

“Quero dizer da satisfação, contem conosco. Nós queremos, se Deus quiser, daqui a quatro anos, podermos dizer: ‘Fizemos a diferença com a Suframa, com o Centro de Biotecnologia em benefício da Amazônia, em benefício do Brasil”.

Wilson Lima

O governador Wilson Lima também fez uma fala protocolar durante a reunião do CAS, como membro do Conselho, e disse que essa foi uma das reuniões mais importantes dos últimos dez anos.

“Todos nós aqui estamos na expectativa desses compromissos que serão firmados para que o nosso modelo Zona Franca tenha sua continuidade”, afirmou o governador.

Fonte: Amazonas Atual

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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