Agentes Indígenas vão combater Covid-19 em comunidades de Manaus

MANAUS – Seis Agentes Indígenas de Saúde foram contratados pela Prefeitura de Manaus para trabalhar no apoio à saúde nas comunidades indígenas da capital. É a primeira vez que o Município utiliza esses profissionais em ações específicas de saúde. Eles atuarão no trabalho de identificação de pacientes com sintomas da Covid-19.

“Ninguém melhor que eles para fazer esse trabalho tão importante e que vai se somar ao que vem sendo realizado pelas Unidades Básicas de Saúde Fluviais, que fazem a atenção primária nas áreas ribeirinhas e vão nos dar uma noção melhor do que está acontecendo neste momento da pandemia”, disse o prefeito Arthur Virgílio Neto.

O prefeito manifestou desejo de que a atenção básica, nos próximos três meses, consiga atingir 70%, ficando entre os primeiros colocados em atenção básica em todo o país. Ele voltou a atribuir o crescimento dos indicadores de atenção básica, que em julho chegou a 64,09%, à implantação da Escola de Saúde Pública, que veio a fortalecer as ações de atenção primária adotadas nos últimos 8 anos.

Tomaram posse os novos agentes Carlos Daniel Rodrigues, Jurandir Niconar Alfredo, Luarda da Silva Batista, Nelcilene Lopes de Almeida, Romário Fidelis e Tatiana Costa da Silva. “Este é um incentivo a mais para ajudar e valorizar os povos indígenas. São várias culturas que precisam dessa assistência básica, que o prefeito Arthur tanto valoriza. Espero, junto com os outros, ajudar a informar sobre prevenção e, principalmente, salvar vidas”, contou a agente Tatiana Souza.

Três Distritos de Saúde receberão dois AIS cada, sendo dois no Norte, na Policlínica Ana Barreto (comunidades indígenas Wotchimaucu / Tikunas, na Cidade de Deus) e UBS N-29 (comunidade Paixubal, no Santa Etelvina); dois no Disa Leste, na UBS Avelino Pereira (comunidade Nova Esperança Kokama – kokama, koiama, juruna, tikuna, mura e dessana) e UBS Silas Santos (comunidade Grande Vitória – kokama); e dois no Oeste UBS O-47 (comunidade Parque das Tribos/Tarumã – Parque das Nações Indígenas/Tarumã – tikuna, miranha, tukano, mundurucu, saterê-maué, mura, kokama, apurinã, baré, tapuia) e UBS O-06 (comunidades Waikiru/Saterê-Maué, na Redenção e bairro da Paz).

Fonte: Amazonas Atual

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Eleições na Amazônia 2026: Rondônia reduz desmatamento após anos de flexibilização ambiental 

Rondônia reduz o desmatamento após anos de flexibilização, mas ainda enfrenta pressão da pecuária, invasões e conflitos em áreas protegidas.

 Diplomacia não se improvisa

Duzentos anos de relações exigem estadistas, não improvisadores Em 2024,...

Os Teatros da Amazônia e a redescoberta do Brasil

Os Teatros da Amazônia tornam-se Patrimônio Mundial. O reconhecimento...

Cientistas descobrem fungos capazes de degradar isopor vivendo dentro de praga agrícola

Pesquisa da UFSCar identifica fungos no intestino de uma lagarta agrícola com potencial para degradar isopor e combater a poluição plástica.