Agência europeia defende mais rapidez para transição energética

Uma análise da Agência Europeia de Meio Ambiente (EEA, em inglês) mostrou que a geração de energia renovável na União Europeia quase dobrou desde 2005, sendo responsável por 35% da geração elétrica em 2019, contra 38% de combustíveis fósseis como carvão e gás. Além da queda nas emissões relacionadas à geração de energia, o uso de fontes renováveis resultou também em benefícios para o meio ambiente e a saúde pública, com redução da acidificação do solo e da eutrofização. No entanto, para que o bloco possa cumprir seu compromisso de descarbonização até 2050, a geração renovável precisa crescer para quase 70% de toda a geração da UE até 2030 e para mais de 80% até 2050. Ainda de acordo com a EEA, isso permitiria que setores mais difíceis de se descarbonizar possam reduzir suas emissões por meio da eletrificação. BloombergEuractiv e Reuters destacaram a análise.

Ao mesmo tempo, analistas elevaram suas projeções de preços médios do mercado europeu de carbono para 2021 e 2022. De acordo com a Reuters, as permissões do Sistema de Comércio de Emissões da UE (ETS) devem atingir uma média de 39,24 euros por tonelada neste ano e 46,24 euros/t no próximo, o que representa um aumento de 3,6% e 11,1%, respectivamente, em relação às previsões de outubro passado. Além do otimismo do mercado com o ETS, a alta no preço do gás natural nos últimos meses puxou para cima o custo das licenças de carbono, que subiram quase 40% desde novembro.

Em tempo: A empresa indiana de energia renovável Adani, uma das maiores desenvolvedoras da tecnologia de geração solar do mundo, recebeu nesta semana uma injeção de US$ 2,5 bilhões da petroleira francesa Total. Por esse valor, a Total adquiriu participação de 20% na Adani, além de 50% do portfólio de ativos de energia solar da empresa indiana. No ano passado, a Total anunciou compromisso para neutralizar suas emissões líquidas de carbono até 2050, ampliando seus negócios em geração solar e eólica para 40%. O anúncio foi repercutido por BloombergFinancial Times e Reuters.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Hidrovias amazônicas: a hora de decidir melhor

Os limites da dragagem e os riscos das concessões convergem para a construção, antes das obras, de uma política de transportes economicamente viável, politicamente correta, socialmente justa e ambientalmente sustentável. A sugestão habitual e sempre nova é do amazonólogo Samuel Benchimol.

Mercadante e a oportunidade de financiar a inteligência da floresta

"O BNDES pode aproximar indústria, biodiversidade e formação científica...

A partir da Amazônia, o Brasil anda sobre duas rodas

“De Manaus sai quase toda a produção brasileira de...

A Zona Franca de Manaus entre a memória e a urna

“Depois dos ataques ao diferencial tributário e dos avanços...

Um milhão de caminhos começam em Manaus

“Ao superar 1 milhão de motocicletas emplacadas em apenas...