“Precisamos encontrar um método novo de comunicar políticas públicas e a nova geração parece ter encontrado este caminho. Os jovens foram transformadores nesta eleição”
O Amazonas que surge após a eleição de 2026 tem um potencial de crescimento exponencial para o ciclo que se inicia em 2027. O Governador eleito, Omar Aziz, substituirá um governo que veio de dois mandatos, onde não tinha como prioridade o potencial industrial do Estado, por ter sido eleito com uma pauta distinta. Felizmente, neste período de transição, há uma estrutura de governo que possui o assunto na mesa de prioridades para a transição.
A sinergia entre o governo do Amazonas e o governo federal, que ressurge das urnas, pode iniciar um ciclo de crescimento sustentável muito relevante. A atividade industrial do Estado poderá ser potencializada pela reforma tributária. Os projetos de governo desenvolvidos pelo candidato eleito do Estado são ambiciosos.
Uma parceria com o governo federal, que talvez nunca tenha sido experimentada pelo Amazonas, pode potencializar uma mudança no cenário de baixo IDH do interior do Amazonas. Os votos expressam este anseio. Veremos se a estrutura política e executiva conseguirá construir as forças no legislativo federal e estadual para fazer estas transformações desenvolvimentistas.
O cenário nunca é perfeito, mas, para os que pretendem proteger a Amazônia, industrializar o país, reduzir as desigualdades regionais e ampliar a soberania nacional, foi construído um arranjo político executivo para isso, tanto no Brasil, quanto no Amazonas.
A população do Estado brasileiro elegeu esta estrutura, com uma força política desenvolvimentista, com sustentabilidade, que reforçará a indústria. O cenário negativo e que merecerá atenção de quem analisa políticas públicas será a transição de forças no legislativo, pois as estruturas eleitas deste poder apontam em direção distinta. A arte da política terá que ser exercida para que as pautas executivas sejam preservadas.
Como se viu na eleição, tudo indica que o caminho do digital será a mudança a ser encarada. Fora disso, prevalece a mentira, repetida a exaustão, que chega até a ter a cara, forma e estrutura no debate de verdades avassaladoras. O desrespeito pode ser a tônica. Precisamos encontrar um método novo de comunicar políticas públicas e a nova geração parece ter encontrado este caminho. Os jovens foram transformadores nesta eleição.
Os jovens mostraram como fazer e elegeram uma pauta soberana, renovadora e inclusiva. Veremos se conseguimos ser vigilantes no mundo físico e no virtual. Veremos se seguiremos atuantes nos dois universos. Fora disso, voltaremos a um passado que não foi próspero para todos. É claro que cada um tem a sua preferência. Veremos o que o futuro nos reserva.