Abraciclo eleva projeções para 2026 e reforça expansão da indústria de motocicletas em Manaus

“Com mercado interno aquecido, produção do Polo Industrial de Manaus deve alcançar 2,1 milhões de unidades. Exportações também ganham força e têm previsão de crescimento de 11,3%“

A indústria de motocicletas instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) caminha para encerrar 2026 com resultados acima das expectativas iniciais. Impulsionada pela demanda crescente no mercado brasileiro, pela diversificação dos modelos e pela expansão das exportações, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) revisou para cima suas projeções de produção e vendas neste ano.

A nova estimativa aponta para a fabricação de 2,1 milhões de motocicletas em 2026, crescimento de 6% em relação a 2025. A previsão anterior era de 2,07 milhões de unidades. A revisão confirma o desempenho positivo de um dos segmentos industriais mais importantes da Zona Franca de Manaus, com reflexos sobre a cadeia de fornecedores, a geração de empregos e a atividade econômica regional.

Para o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, os resultados refletem uma combinação de fatores que vem sustentando a expansão do setor.

Outro movimento observado pela entidade é o aumento do interesse por motocicletas de média e alta cilindrada, associado à procura por veículos com maior desempenho, conforto e recursos tecnológicos.

“Há um movimento crescente por modelos de maior desempenho, conforto e tecnologia. É um público que busca uma experiência de pilotagem diferenciada”, explica Bento.

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A expansão da demanda levou a Abraciclo a elevar também sua projeção de emplacamentos. A entidade estima agora 2,35 milhões de motocicletas licenciadas no Brasil até dezembro, aumento de 6,9% sobre 2025. A previsão anterior era de 2,3 milhões.

O desempenho reforça a presença da motocicleta na mobilidade brasileira, tanto no deslocamento cotidiano quanto nas atividades profissionais ligadas a entregas, transporte e prestação de serviços.

No comércio exterior, a expectativa também melhorou. A associação projeta a exportação de 48 mil motocicletas, crescimento de 11,3% em relação ao ano passado. A estimativa anterior era de 45 mil unidades, equivalente a uma expansão de 4,4%.

Embora o mercado doméstico continue sendo o principal destino da produção, o avanço das exportações representa uma oportunidade adicional para as fabricantes instaladas em Manaus.

Os números dos nove primeiros meses do ano ajudam a explicar o otimismo da indústria. Entre janeiro e setembro, as fabricantes do Polo Industrial de Manaus produziram 1.645.034 motocicletas, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a Abraciclo, esse foi o melhor resultado para os nove primeiros meses do ano desde 2008.

Somente em setembro, saíram das linhas de montagem 186.758 motocicletas, o maior volume para o mês desde 2011. O desempenho representa alta de 10,4% na comparação anual, embora tenha ocorrido uma redução de 8,5% em relação a agosto.

A continuidade desse ritmo produtivo reforça a importância do segmento de duas rodas para a estrutura industrial amazonense, que reúne fabricantes, fornecedores de componentes, serviços especializados e uma extensa rede de atividades associadas.

A composição da produção revela a predominância dos modelos utilizados no transporte cotidiano, ao mesmo tempo que aponta para uma diversificação gradual do mercado.

As motocicletas da categoria Street lideraram a fabricação entre janeiro e setembro, com 842.150 unidades, equivalentes a 51,2% do total. Em seguida aparecem os modelos Trail, com 328.636 unidades e participação de 20%, e as motonetas, com 214.200 unidades, correspondentes a 13%.

Abraciclo eleva

Na classificação por cilindrada, os modelos de baixa cilindrada continuam dominando o mercado, com 1.295.499 unidades produzidas, ou 78,8% do volume total.

As motocicletas de média cilindrada somaram 302.992 unidades, participação de 18,4%. Já os modelos de alta cilindrada chegaram a 46.543 unidades, equivalentes a 2,8% da produção, mas registraram crescimento de 19,7%, indicando uma expansão proporcionalmente mais acelerada desse segmento.

Em setembro, a distribuição manteve o mesmo perfil. Foram produzidas 145.418 motocicletas de baixa cilindrada, 36.566 de média cilindrada e 4.774 de alta cilindrada.

O mercado brasileiro de motocicletas alcançou um novo recorde de vendas no acumulado de janeiro a setembro. De acordo com a Abraciclo, 1.783.972 motocicletas foram emplacadas no período, volume 10,5% superior ao registrado nos mesmos nove meses de 2025.

Em setembro, foram licenciadas 205.120 unidades, resultado 0,4% inferior ao do mesmo mês do ano passado e 0,1% abaixo do registrado em agosto. Considerando os 21 dias úteis do mês, a média diária de emplacamentos chegou a 9.768 motocicletas.

Apesar da pequena acomodação mensal, o desempenho acumulado indica um mercado em expansão, sustentado pela utilização crescente das motocicletas como instrumento de mobilidade e trabalho.

O comércio exterior também apresenta resultados positivos para a indústria de duas rodas. De janeiro a setembro, as fabricantes associadas à Abraciclo exportaram 36.489 motocicletas, alta de 23,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Em setembro, os embarques totalizaram 4.826 unidades, crescimento de 12,5% sobre agosto, embora tenham registrado retração de 8,2% na comparação com setembro do ano anterior.

O avanço acumulado contribuiu para a revisão das projeções anuais e sinaliza possibilidades de ampliação da presença da indústria brasileira de motocicletas em mercados internacionais.

Os resultados apresentados pela Abraciclo reforçam o papel do Polo Industrial de Manaus na produção nacional de motocicletas. A concentração da atividade na capital amazonense sustenta uma cadeia produtiva que envolve tecnologia industrial, fornecedores de peças e componentes, qualificação profissional e investimentos em novos modelos.

A expansão ocorre em um momento de transformação do mercado de mobilidade, marcado pela incorporação de novas tecnologias, pela diversificação das preferências dos consumidores e pela crescente utilização dos veículos de duas rodas nas atividades econômicas.

Para o Amazonas, o desempenho da indústria amplia a relevância de uma agenda que combine competitividade, inovação, fortalecimento da cadeia de fornecedores e segurança para novos investimentos.

A revisão das projeções para 2026 oferece, portanto, um sinal positivo para o fechamento do ano. Os números também colocam em perspectiva um desafio de longo prazo para a C converter o crescimento do mercado em capacidade industrial cada vez mais competitiva, com maior incorporação tecnológica e oportunidades de desenvolvimento regional.

Acesse a apresentação com os números completos do Segmento de Motocicletas:

https://abraciclo.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fechamento_do_mes_-_setembro_de_2026-Motocicletas.pdf

Fundada em 1976 e contando com 15 associadas, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – ABRACICLO representa os fabricantes de veículos de duas rodas no país, tendo como principal missão promover o desenvolvimento sustentável e a competitividade do Setor de Duas Rodas, apoiando e defendendo a indústria nacional estabelecida no Polo Industrial de Manaus – PIM por meio dos pilares Política Industrial, Segurança Viária e Técnico.

A fabricação nacional de motocicletas, quase totalmente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM), está entre as seis maiores do mundo. No segmento de bicicletas, com as principais fábricas também instaladas no PIM, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes do Setor de Duas Rodas geram mais de 21,9 mil empregos diretos em Manaus/AM e mais de 154 mil em todo o Brasil.

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Fonte: Abraciclo. Dados de produção, emplacamentos e exportações referentes ao período de janeiro a setembro de 2026.

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