Com temperaturas de até 43°C, a onda de calor nos EUA avança pelo país, impede o alívio noturno e pressiona hospitais e serviços de emergência.
Uma onda de calor nos EUA deve levar o país a igualar ou superar mais de 90 recordes de temperatura ao longo desta semana. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, grande parte das novas marcas deve ocorrer durante a noite, quando o calor persistente impede a recuperação do organismo e amplia os riscos à saúde.
Especialistas alertam que temperaturas noturnas elevadas podem ser especialmente perigosas, pois reduzem o período de alívio após dias muito quentes. Em cidades como Miami, Fort Lauderdale e Tampa, na Flórida, Galveston, no Texas, e Charleston, na Carolina do Sul, os termômetros podem permanecer acima de 27°C durante a madrugada.
O calor também deve atingir regiões acostumadas a invernos rigorosos. Localidades do Meio-Oeste e do Nordeste, como Fargo, na Dakota do Norte, International Falls, em Minnesota, e Portland, no Maine, podem registrar mínimas noturnas superiores a 21°C.
Em Nova York, a previsão indica temperaturas acima de 32°C, com possibilidade de chegar a 37°C no Central Park nesta quarta-feira (15). Alertas de calor extremo foram emitidos em uma extensa faixa do Nordeste e do Meio-Atlântico, entre Delaware e Maine.
Os efeitos da onda de calor nos EUA já são sentidos em diferentes partes do território. Mortes associadas às altas temperaturas foram registradas em Nova Jersey, enquanto o tempo quente e seco favorece a propagação de incêndios florestais no oeste do país.
No domingo (12), cidades da região central também alcançaram marcas históricas. Salt Lake City, em Utah, e Billings, em Montana, chegaram a 43°C, segundo dados preliminares. A temperatura seria a mais alta já observada nas duas cidades desde o início dos registros, há mais de 150 anos.
Além dos impactos sobre a saúde e o meio ambiente, o calor intenso tem interferido nas comunicações. No Meio-Oeste e no leste do país, foram relatadas interrupções incomuns em sinais de rádio, televisão e micro-ondas. O fenômeno está relacionado à propagação troposférica, condição atmosférica que pode fazer os sinais percorrerem distâncias muito maiores do que o habitual.
A permanência da onda de calor nos EUA aumenta a pressão sobre hospitais, redes elétricas e serviços de emergência, especialmente entre idosos, crianças, trabalhadores expostos e pessoas com doenças crônicas.