Substâncias descobertas em organismos marinhos das ilhas da Amazônia Azul têm potencial para tratar doenças e ajudam a entender os impactos das mudanças climáticas no oceano
Pesquisa conduzida pela USP, em parceria com a Unifesp e a Universidade Federal do Ceará, identificou compostos bioativos promissores em organismos invertebrados marinhos da Amazônia Azul. As substâncias, presentes em espécies como Palythoa caribaeorum, Palythoa variabilis e Zoanthus spp., foram coletadas em ilhas dos arquipélagos de São Pedro e São Paulo, Trindade e Martim Vaz, Fernando de Noronha e Atol das Rocas.

Os resultados reforçam o potencial das ilhas da Amazônia Azul como um laboratório natural para descobertas científicas. A pesquisadora Bianca Sahm, da USP, aponta que se uma substância tem função na natureza, é provável que também possa beneficiar a saúde humana. “Compreender padrões e funcionalidades ecológicas é o primeiro passo para a prospecção de substâncias com potencial biomédico ou biotecnológico”, afirma. Entre as aplicações dos compostos encontrados em organismos da Amazônia Azul, destaca-se o desenvolvimento de fármacos.
O estudo afirma ainda que, por se tratar de uma região mais afastada da ação humana direta, o ecossistema das ilhas também contribui para analisar os impactos das mudanças climáticas sobre o oceano. As próximas etapas da pesquisa buscarão compreender as consequências das mudanças climáticas no oceano para atuar reduzindo danos ambientais.

