Polo Industrial de Manaus bate recorde com 414 mil bicicletas produzidas

A produção de bicicletas das fabricantes instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus) atingiu 414.106 unidades no acumulado de 2023. De acordo com os dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, o volume foi 22,1% inferior às 531.330 bicicletas produzidas no mesmo período do ano passado.

Em outubro, 34.204 unidades saíram das linhas de montagem. Na comparação com o mesmo mês de 2022, o desempenho da indústria caiu 37,5% (54.720 bicicletas). Já em relação a setembro, houve um aumento de 2,9% (33.239 unidades).

Produção por categoria no Polo Industrial de Manaus

Com 246.097 unidades e 59,4% do volume total fabricado, a Moutain Bike (MTB) foi a categoria mais produzida nos dez primeiros meses do ano. A Urbana/Lazer ficou em segundo lugar (100.554 bicicletas e 24,3% da produção) e a Infantojuvenil apareceu na terceira posição do ranking (46.959 unidades e 11,3%)

As posições foram mantidas no levantamento de outubro: MTB (22.133 bicicletas e 64,7% do volume total fabricado), Urbana/Lazer (7.223 unidades e 21,1%) e Infantojuvenil (3.391 bicicletas e 9,9%). 

Veja como foram os volumes de produção registrados em outubro e os comparativos com o mês e ano anteriores:

Polo Industrial de Manaus

Distribuição por região

No acumulado do ano, a região Sudeste foi a que recebeu o maior volume de bicicletas produzidas no PIM (230.128 unidades e 55,6% do volume fabricado). Na sequência ficaram as regiões Sul (72.194 bicicletas e 17,4% da produção), Nordeste (52.778 unidades e 12,7%), Centro-Oeste (35.565 bicicletas e 8,6%) e Norte (23.441 unidades e 5,7%).

O Sudeste manteve a liderança no levantamento de outubro, com 17.933 bicicletas e 52,4% do total fabricado. Em segundo lugar, ficou o Nordeste, que recebeu 6.241 unidades e 18,2% do total produzido.  Na sequência, vieram o Sul (4.407 unidades e 12,9% do volume fabricado), Centro-Oeste (2.919 bicicletas e 8,5%) e Norte (2.704 unidades e 7,9%).

Fabrica de bicicleta 1.jpg
Foto divulgação

Exportações

De janeiro a outubro, foram exportadas 16.771 bicicletas, queda de 20,7% na comparação com o mesmo período do ano passado (21.139 unidades). Segundo dados do portal Comex Stat, que apura os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, os principais destinos foram os países do MERCOSUL: Paraguai (9.554 unidades e 57% do volume total embarcado), Uruguai (2.640 bicicletas e 15,7%) e Bolívia (1.538 unidades e 9,2%).

No décimo mês do ano, os embarques totalizaram 3.957 unidades. O volume é 1,8% superior ao registrado em outubro de 2022 (3.887 bicicletas) e 54,1% maior em relação às 2.568 unidades exportadas em setembro.

Assim como no ranking acumulado do ano, os principais destinos em outubro foram os países do MERCOSUL. O Paraguai manteve a liderança, com 2.929 bicicletas e 74% do volume exportado. Em segundo lugar, ficou a Colômbia (918 unidades e 23,2% do total embarcado) e Bolívia (50 bicicletas e 1,3%).

Sobre a ABRACICLO e o Setor de Duas Rodas

Com 47 anos de história e contando com 14 associadas, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – ABRACICLO representa os fabricantes de veículos de duas rodas no país, tendo como principal missão a coordenação, desenvolvimento e defesa da competitividade do setor por meio de ações baseadas em três pilares: Política Industrial, Segurança Viária e Técnico.

A fabricação nacional de motocicletas, quase totalmente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM), está entre as sete maiores do mundo. No segmento de bicicletas, com as principais fábricas também instaladas no PIM, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes do Setor de Duas Rodas geram cerca de 16,3 mil empregos diretos em Manaus/AM.

copia de WhatsApp Image 2023 11 16 at 12.53.42

*Com informações ABRACICLO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Amazônia, as nuvens carregam e distribuem bioativos

Pesquisa com participação de Paulo Artaxo revela que gotículas de neblina carregam micro-organismos vivos e compostos bioativos, ampliando o papel da atmosfera na dinâmica da floresta.

Entre a norma e a sobrevivência: quem entender primeiro, lidera

Iniciativas como essa, conduzidas por CIEAM, FIEAM e com...

BR-319: reconstruir não é tudo 

"A reconstrução da BR-319 não será simples. Há um...

Barcelona e o dever da resistência

"Um chamado à responsabilidade política em um tempo em...