Senado do Brasil pronto para deliberar proposta da reforma tributária: o que esperar?

A Câmara do Senado do Brasil está se preparando para revisar uma proposta de reforma tributária que promete simplificar o sistema fiscal do país. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/201, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 7 de julho, agora será analisada e votada pelos senadores.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, expressou a urgência da reforma, destacando que a complexa realidade tributária do Brasil precisa ser desburocratizada para melhorar a compreensão e apoiar o crescimento econômico. O texto da reforma tributária será enviado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com Eduardo Braga atuando como relator.

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Brasília (DF) 03/08/2023 Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, entrega do texto da Reforma Tributária ao Presidente do Senado Federal, Senador, Rodrigo Pacheco. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, enfatizou que a proposta é o produto de extensas discussões com vários setores da sociedade. Embora a reforma possa não satisfazer todos, Lira argumentou que ela representa uma melhoria significativa para o sistema tributário atual.

reforma tributária
Sérgio Lima/Poder360

A primeira fase da reforma tributária propõe uma simplificação dos impostos sobre o consumo e procura evitar a cobrança cumulativa de impostos. Particularmente, a reforma eliminará cinco tributos existentes e os substituirá pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, que será dividido em duas partes.

A reforma também terá implicações para vários setores da economia e para o consumo de diversos produtos, incluindo a cesta básica, remédios, combustíveis e serviços de internet em streaming. Uma mudança notável será a introdução de medidas que garantam a progressividade na tributação de certos tipos de patrimônio, como veículos, e na transmissão de heranças, algo sem precedentes na história fiscal do Brasil.

Outros beneficios que a reforma tributaria pode trazer:

  1. Simplificação do Sistema Tributário: Um dos principais benefícios da reforma é a simplificação do sistema tributário, que hoje é considerado um dos mais complexos do mundo. Com a proposta, cinco tributos seriam substituídos por dois, tornando o sistema mais fácil de ser compreendido e administrado.
  2. Redução da Burocracia: Com a simplificação, espera-se que haja uma redução na burocracia associada ao pagamento de impostos, o que pode levar a um aumento da eficiência das empresas e a um maior estímulo ao empreendedorismo.
  3. Melhoria do Ambiente de Negócios: A reforma tributária pode melhorar o ambiente de negócios, tornando o Brasil mais atraente para investimentos estrangeiros e nacionais. A simplificação do sistema tributário pode diminuir os custos de conformidade para as empresas, incentivando mais investimentos e gerando crescimento econômico.
  4. Aumento da Competitividade das Empresas Brasileiras: A complexidade do atual sistema tributário gera custos adicionais para as empresas, o que pode afetar sua competitividade. A reforma tributária pode ajudar a reduzir esses custos, tornando as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global.
  5. Transparência: A unificação de impostos proposta pela reforma pode aumentar a transparência do sistema tributário, facilitando o controle e a fiscalização.
  6. Justiça Fiscal: Ao eliminar impostos regressivos e introduzir medidas para garantir a progressividade na tributação, a reforma tributária pode promover maior justiça fiscal, onde aqueles que têm mais capacidade de pagar contribuem proporcionalmente mais.
  7. Estímulo ao Consumo e à Economia: Ao simplificar o sistema tributário e potencialmente reduzir a carga tributária para algumas pessoas e em

Depois de receber a reforma, o relator Eduardo Braga terá 15 dias úteis para apresentar seu parecer. A CCJ, por sua vez, terá 30 dias úteis para emitir um parecer. O Senado espera promulgar a PEC ainda neste ano, desde que seja aprovada em dois turnos por pelo menos três quintos dos senadores.

*Com informações da Agência Brasil

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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