Novo recorde de desmatamento na Amazônia foi registrado nos últimos dias do último governo

O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, o INPE, divulfou que a devastação do bioma Amazônia teve o pior dezembro em cinco anos, totalizando 218km² de desmatamento – área equivalente a cidade de Recife.

Números atualizados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) nesta sexta-feira (6) mostram que os últimos dias da gestão de Jair Bolsonaro foram marcados por mais um recorde no desmatamento na Amazônia: 218 km² de floresta foram perdidos no mês, pior marca desde 2017. A área com alertas é equivalente à capital de Pernambuco, Recife. 

Segundo o Observatório do Clima, mesmo que os resultados tenham sido influenciados pela alta cobertura de nuvens, os dados apresentados pelo INPE são alarmantes e confirmam a corrida pelo desmatamento que ocorreu no fim do mandato. 

“Os alertas de destruição da Amazônia bateram recordes históricos nos últimos meses, deixando para o governo Lula uma espécie de desmatamento contratado, que vai influenciar negativamente os números de 2023. O governo Bolsonaro acabou, mas sua herança ambiental nefasta continua”, disse o secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini.

desmatamento amazônia
Vista aérea de uma área desmatada em Lábrea, sul do estado do Amazonas, Brasil, em 17 de setembro de 2022. Foto: Michael Dantas/AFP.

O Pará aparece novamente no topo do ranking entre os estados da Amazônia Legal, com 105 km² de alertas registrados. Pela primeira vez, Roraima apareceu em segundo lugar, com 46 km² desmatados, seguido pelo Amazonas (20 km²), Mato Grosso (17 km²), Acre (13 km³), Rondônia (12 km²) e Maranhão (6 km²). Amapá e Tocantins não registraram desmatamento.

No acumulado de agosto a dezembro, período do governo Bolsonaro que será computado na conta de Lula, a área sob alertas chega a 4.793 km², número que representa um aumento de 54% em relação aos mesmos meses de 2021 e é recorde para o período na série histórica do INPE.

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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