Menina de 13 anos se torna a mais jovem negra estudante de Medicina da História dos EUA

Por O Globo — Birmingham, Alabama

Uma americana de apenas 13 anos está prestes a se tornar a mais jovem negra estudante de Medicina da história dos Estados unidos. Em um primeiro momento, Alena Analeigh Wicker parece uma típica garota de 13 anos, não fosse o fato de já ter terminado o ensino médio no ano passado e já estar em processo de conclusão de duas licenciaturas na área de ciências.

Recentemente, no entanto, veio a mais nova conquista da curta carreira acadêmica de Alena, que conseguiu uma das disputadas vagas para cursar Medicina.

— Ainda sou uma estudante normal de 13 anos. Apenas tenho excelentes capacidades de gestão de tempo e sou muito disciplinada — disse Alena, que já era aluna da Universidade do Arizona e da Universidade de Oakwood, em entrevista ao Washington Post.

A jovem compartilha com seus seguidores as conquistas em sua conta no Instagram, a qual já conta com mais de 37 mil seguidores. Alena faz publicações sobre como é sua trajetória acadêmica, sua paixão pela NASA (agência espacial americana) e por Legos.

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A partir de 2024, Alana, no entanto, passará a dividir o seu tempo com o curso de Medicina, após conquistar uma vaga na faculdade de Medicina de Heersink, da Universidade do Alabama. Ela conseguiu a qualificação por meio de um programa de admissão antecipada, que oferece entrada aos candidatos que satisfaçam determinados requisitos.

Dez anos mais nova do que a média dos calouros de medicina, Alena já acumula uma lista de realizações. Na entrevista ao Washington Post, a mãe dela conta que percebeu que a filha era uma criança diferente das outras quando ela tinha apenas 3 anos, idade em que já começou a ler livros.

No entanto, como vítima de bullying, Alena passou a ter aulas em casa por alguns anos, retornando ao ensino presencial apenas no quinto ano, mas seguindo com aulas de disciplinas mais avançadas em casa, seguindo um programa criado pela própria mãe.

Além do destaque nos estudos, Alena também é uma jovem empreendedora e filantropa. A estudante criou o “The Brown STEM Girl” (a garota negra das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, em tradução livre), um programa destinado a “envolver, empoderar e educar” garotas afro-americanas na área de exatas e de tecnologia. A fundação foi criada em memória ao legado de Katherine Jonhson, pioneira para matemáticos afro-americanos na NASA.

Segundo o Conselho Nacional de Ciência dos Estados Unidos, as mulheres constituem apenas 28% da força de trabalho no campo científico e de engenharia, e, dessa fatia, apenas 5% são mulheres negras. Por isso, Alena está empenhada para tentar mudar esses números.

— Estamos mostrando ao mundo que há outras garotas por aí, que são como eu, e que merecem uma oportunidade — disse Alena.

Texto publicado originalmente em O GLOBO

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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