Brasil terá gigafábrica de carros elétricos

Você já ouviu falar da Bravo Motor Company? Não? Então, guarde este nome, pois ela planeja se tornar, em breve, a dona da primeira gigafábrica para carros elétricos e baterias no Brasil, como fez Elon Musk com a Tesla nos EUA. Isso ficou acordado após a empresa, de origem argentina, mas sediada no país norte-americano, fechar um contrato de parceria com a Rockwell Automation.

Ambas firmaram parceria para construir o complexo voltado para mobilidade elétrica, provisoriamente chamado de Colossus Cluster, e que terá como sede Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. O investimento inicial, segundo comunicado divulgado pela Rockwell, será de US$ 4 bilhões.

De acordo com a Rockwell, a empresa aceitou fechar a aliança porque, desta forma, contribuirá para o fornecimento de soluções de ponta para a fabricação de baterias e veículos elétricos no mercado brasileiro, com base no conceito de economia circular, e também fornecerá soluções digitais modernas para maximização de resultados e “Time to Market” acelerado, com tecnologias de simulação, otimização e realidade aumentada, integradas à engenharia e manufatura.”

Para a Rockwell Automation, é extremamente importante apoiar empresas e projetos alinhados com nosso propósito e direção estratégica. Bravo e o projeto Colossus Cluster cumprem nosso objetivo de fomentar ainda mais a inovação e as iniciativas ESG no país. Este projeto é uma oportunidade única na vida para impulsionar conjuntamente ESG, práticas de sustentabilidade e inovação no Brasil. É raro encontrar uma empresa com a qual você se alinha tão perfeitamente em visão e propósito. Juntos, queremos tornar essa visão uma realidade”, avisou John Miles, Diretor Global Head de Mobilidade da empresa.

Planos da gigafábrica de carros elétricos no Brasil

As empresas informaram que o planejamento inclui, a princípio, a fabricação de 22.790 carros elétricos por ano, a partir de 2024, mas que a ideia é ampliar este número até 2029, data prevista para a conclusão do projeto. A gigafábrica de carros elétricos no Brasil deve gerar 14 mil empregos no País, diretos ou indiretos, e produzir 43.750 kits de baterias de íon de lítio por ano.

“8% dos empregos brasileiros estão direta ou indiretamente ligados à cadeia produtiva automotiva, colocando o Brasil como um forte player global. A aposta para o futuro de todo o ecossistema é a eletrificação e, por isso, a necessidade de baterias que atendam a essa demanda tornou-se ainda mais estratégica. Estamos muito felizes em trazer uma multinacional como a Rockwell Automation, que tem mais experiência em fábricas de baterias de produção em larga escala, fazendo a grande diferença para ter a melhor indústria de baterias do mundo, em Nova Lima”, resumiu Eduardo Javier Muñoz, CEO da Bravo Motor Company.

Texto publicado originalmente em CANALTECH

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Energia, o nervo exposto da economia global

"Economia global sob tensão: petróleo, guerras e transição verde...

Amazônia no centro do tabuleiro

"Com “Amazônia no centro”, o mundo voltou os olhos...

A reforma tributária e o Amazonas: a hora de discutir o próximo passo

A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas

Cobra com patas de 100 milhões de anos muda teoria sobre evolução das serpentes

Fóssil de cobra com patas encontrado na Argentina revela novas pistas sobre a evolução das serpentes e desafia teorias antigas.

O que são panapanás? Entenda o fenômeno das borboletas na Amazônia

Panapaná reúne milhares de borboletas na Amazônia e revela conexões entre ciclos dos rios, biodiversidade e mudanças climáticas.