Pesquisa premiada mostra o impacto da mineração em terras indígenas

Juliana Siqueira-Gay foi selecionada pela International Association for Impact Assessment por suas contribuições no campo da análise de políticas públicas de regulamentação ambiental

A engenheira ambiental e doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mineral da Escola Politécnica (Poli) da USP Juliana Siqueira-Gay foi escolhida pela Associação Internacional de Avaliação de Impacto (IAIA, em inglês) para receber o Prêmio IAIA Juventude de 2022, voltado para o reconhecimento de conquistas notáveis na área da avaliação de impacto ambiental por membros da associação com menos de 35 anos.

Durante seu doutorado, que gerou a tese Do uso intensivo às paisagens fragmentadas: perspectivas sobre impactos cumulativos da mineração nas florestas na Amazônia brasileira, ela estudou como a extração mineral em território amazônico tem causado problemas como o aumento do desmatamento, alterações na saúde e bem-estar de comunidades indígenas que vivem nas proximidades das regiões afetadas e na qualidade de água e perda de ecossistemas aquáticos.

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A taxa de desmatamento ilegal na Amazônia cresceu mais de 90% de 2017 a 2020, atingindo mais de 100 km² – Foto: Florian Plaucheur/AFP

Um dos aspectos notáveis registrados nesse trabalho é o aumento nos últimos anos do desmatamento fruto de mineração ilegal, que cresceu 90% entre 2017 e 2020. Além disso, outra contribuição citada pela IAIA entre os motivos da premiação foi a análise do impacto da mudança de legislação que aconteceu em 2020, quando o presidente Bolsonaro aprovou uma lei permitindo a mineração em terras indígenas anteriormente protegidas, colocando em risco mais de 863 mil km2 de florestas tropicais

A cerimônia de entrega da edição de 2022 do Prêmio IAIA Juventude acontecerá em uma conferência em Vancouver, entre os dias 4 e 7 de maio.

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Juliana Siqueira-Gay – Foto: ResearchGate

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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