Volvo quer investir R$ 1,5 bi para produzir ônibus e caminhões elétricos no Brasil

Para não “ser jabuticaba na transformação” – uma expressão que denota pejorativamente algo que só tem no Brasil -, a montadora Volvo saiu na dianteira do segmento e anunciou investimentos de R$ 1,5 bilhão para contemplar a produção de caminhões e ônibus elétricos na fábrica de Curitiba, seguindo as diretrizes globais da matriz sueca. A notícia teve destaque no Valor.

Para ampliar a autonomia dos veículos, a empresa também investe no desenvolvimento de células de hidrogênio. O início da produção dos veículos elétricos da Volvo está previsto para 2025 – um processo que será mais lento na América Latina, segundo fontes da empresa. Até lá, parte dos investimentos anunciados na quarta (2/2) complementarão outros já realizados em uma tecnologia que logo se tornará obsoleta – a de produção de motores a diesel Euro 6. Ou seja, milhares de caminhões e ônibus novinhos, recém-saídos de fábrica com motores Euro 6 – ainda que menos poluentes – queimarão muito combustível fóssil por ruas, avenidas e estradas nos próximos anos. Em 2021, a montadora bateu recorde e vendeu 21,8 mil unidades no Brasil – uma alta de 45,7%, revelou O Globo.

Também na quarta (2/2), a antiga BR Distribuidora – hoje Vibra Energia – anunciou para junho a inauguração do primeiro ponto de recarga elétrica em um dos seus postos de gasolina. Para ingressar no mercado de mobilidade elétrica, segundo o Valor, a empresa vai investir R$ 5 milhões na startup EZVolt, que atua em nove estados e, hoje, tem a maior rede de recarga elétrica do país.

website Click Petróleo e Gás informou que Goiás é o estado brasileiro com maior quantidade de pontos de recarga para veículos elétricos, mas ressaltou que, embora em ascensão, o número de veículos elétricos emplacados naquele estado até novembro de 2021 era de 63 unidades, de acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito. A barreira financeira foi citada como entrave para a expansão do mercado no país, já que os valores de veículos elétricos hoje disponíveis no Brasil variam de R$ 150 mil a R$ 1,2 milhão, diz o texto.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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