PF mira madeireiros ilegais que atacaram fiscal do IBAMA

A Polícia Federal deflagrou ontem (26/1) uma operação contra o desmatamento ilegal no Pará, incluindo a comercialização e a receptação clandestinas de madeira extraída ilegalmente. Foram realizados seis mandados de prisão temporária e buscas em onze endereços em diferentes cidades do Pará e da Paraíba.

A PF também apura supostos crimes de manipulação de créditos florestais mediante inserção de dados falsos no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (SISFLORA) e emissão de Guias Florestais falsas.

Outro objetivo é elucidar e responsabilizar os autores da agressão cometida contra um fiscal do IBAMA em maio de 2020, quando teve início o inquérito que culminou nesta operação. Na ocasião, quando o IBAMA apreendeu 60 toras de madeiras, supostos madeireiros emboscaram equipes do instituto e da Força Nacional de Segurança em Uruará, bloqueando a rodovia Transamazônica. Um fiscal do IBAMA foi ferido com uma garrafa de vidro e veículos apreendidos pelos agentes públicos foram levados pelos criminosos. A operação da PF foi noticiada pelo ValorEstadão e g1.

Outra operação realizada nesta 3ª feira (25/1) pela Polícia Militar de Goiás e pelo Comando de Operações do Cerrado resultou na prisão de oito suspeitos de garimpo ilegal no rio Corumbá, no município de Pires do Rio. Duas balsas usadas pelos criminosos foram destruídas pelos agentes, que apreenderam celulares, uma balança de precisão e drogas. As prisões em Goiás foram noticiadas pelo UOLg1 e Metrópoles.

Em tempo 1: O primeiro resumo anual do boletim Sirad-I, sistema do Instituto Socioambiental (ISA), mostra que em 2021 o desmatamento disparou em Terras Indígenas com presença de povos isolados: 3.220 hectares de 904 alertas dentro dos territórios. Também foi possível detectar grandes desmatamentos nas bordas, o que indica uma tendência de aumento das invasões desses territórios.

Em tempo 2: Como se não bastassem todos os ataques do governo, de madeireiros e garimpeiros, os indígenas estão enfrentando outro tipo de agressão, igualmente perigosa: fake news disseminadas em grupos de WhatsApp indígenas e não indígenas na Amazônia. A Folha traz os detalhes do ataque de desinformação direcionado às lideranças indígenas.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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