Pesquisas sobre energia das ondas recebem 7,5 milhões de libras em investimento

Pesquisadores do Departamento de Engenharia da Universidade de Lancaster e do Instituto de Energia e Meio Ambiente da Universidade de Hull, ambas inglesas, estão investindo pesado na energia que vem do mar. Liderado pelo professor George Aggidis, as instituições estão à frente do projeto NHP-WEC (Novel High Performance Wave Energy Converters) que custará um milhão de libras esterlinas. Este é apenas um de vários projetos a receber financiamento. 

A equipe avançará em estudos sobre as WEC (Wave Energy Converter), tecnologias para converter e captar a energia das ondas. O objetivo é desenvolver os sistemas de controle e monitoramento, que tornarão as máquinas mais controláveis ​​e confiáveis. Além de melhorar a capacidade de captação energética, a ideia é garantir que elas sobrevivam em ambientes oceânicos extremos. 

O WEC desenvolvido na Universidade de Lancaster é chamado TALOS e será combinado à tecnologia de previsão do estado do mar, chamado SmartWave, desenvolvida pela Universidade de Hull. Será possível obter informações de alta resolução dos mares, como altura e direção das ondas.

“O projeto, desenvolvimento, implantação e operação de conversores de energia das ondas, como o conceito de conversor de energia das ondas TALOS, desenvolvido aqui na Universidade de Lancaster, e seu uso comercial potencial requerem uma compreensão holística do ambiente marinho. Esta pesquisa irá avançar nosso conhecimento e compreensão desses ambientes marinhos extremos onde essas máquinas serão implantadas, bem como melhorar a capacidade dos operadores de controlar as máquinas quando houver previsão de mudanças nas condições para melhorar sua capacidade de gerar eletricidade e aumentar sua capacidade de sobreviver”, afirma o professor George Aggidis.

energia das ondas
Conceito TALOS

O professor Dr. Robert Dorrell, da Universidade de Hull, destaca a importância da tecnologia de ponta. “O SmartWave usa inteligência artificial e monitoramento remoto por satélite para previsões de alta fidelidade das condições do estado do mar. Essas previsões são críticas para permitir o projeto otimizado e o controle dos conversores de energia das ondas, maximizando a eficiência e a durabilidade”.

Tal projeto é apenas um dos oito projetos de pesquisa de energia das ondas apoiados por um investimento de 7,5 milhões de libras esterlinas pelo Conselho de Pesquisa em Ciências Físicas e de Engenharia, que integra a agência governamental UK Research and Innovation (UKRI).

Entre os projetos, um deles buscou inspiração nas nadadeiras de animais marinhos para projetar WECs flexíveis que podem operar sob condições extremas.

A energia das ondas ou ondomotriz é estudada desde o século XIX e enfrenta diversos entraves, entre eles a imprevisibilidade das ondas, capacidade de sobreviver em condições climáticas extremas e o oneroso custo econômico.

Saiba mais sobre esta fonte renovável: Energia azul, a solução que vem do mar.

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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