Projeto de lei para energia solar no Brasil quer definir subsídio até 2047

Um projeto de lei na Câmara dos Deputados quer garantir um desconto até 2047 na conta de luz de casas e empresas que usam energia solar. A proposta, que institui o Marco Legal da Microgeração e Minigeração Distribuída, indica que a isenção por 26 anos será oferecida somente a projetos fotovoltaicos criados até um ano após a publicação da lei.

Segundo o texto, o desconto será liberado para as unidades que, neste período, solicitarem acesso ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE). As casas e empresas que, até um ano após a criação da lei, adotarem placas de energia solar não pagarão por 26 anos a TUSD Fio B, uma taxa pelo serviço de distribuição de energia elétrica.

Ainda de acordo com o projeto, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo para estimular diversas fontes de energia elétrica, “custeará temporariamente a componente tarifária TUSD Fio B incidente sobre a energia elétrica compensada pelas unidades consumidoras participantes do SCEE”.

Projeto prevê redução no desconto para demais unidades

Enquanto prevê isenção por 26 anos para unidades que aderirem ao SCEE até um ano após a criação da lei, o projeto prevê uma redução gradual do desconto para as que aderirem após esse período. A TUSD Fio B para projetos fotovoltaicos criados após um ano da publicação da lei seguirá esta proporção, considerando que a proposta seja aprovada ainda em 2021:

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A tabela vale para unidades com consumo limitado a 200 kW de potência instalada que solicitarem acesso ao SCEE a partir de 12 meses após a publicação da lei. Para as unidades com autoconsumo remoto acima de 200 kW de potência instalada, ocorrerá a cobrança na íntegra da TUSD Fio B.

O texto em análise é o substitutivo do deputado Lafayette de Andrada (REP-MG) ao projeto 5829/2019. Em entrevista ao site Canal Solar, o parlamentar afirmou que a nova versão do texto garante segurança jurídica aos projetos fotovoltaicos e o crescimento do setor no país. Segundo ele, o projeto deverá ser votado na semana que vem.

O projeto de lei está ligado à resolução 482/2012 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que prevê o desconto para estimular a adoção de energia solar. Em 2020, a agência planejava reduzir o benefício, mas o plano foi interrompido após reação negativa do presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Terra

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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