Um século em 30 anos: cientistas dos EUA alertam para risco de elevação do nível do mar até 2050

Não será tão catastrófico quanto no filme O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow), mas o bicho vai pegar principalmente nas costas do Golfo e Leste dos Estados Unidos. Um estudo lançado na 3ª feira (15/2) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) e outras seis agências federais dos EUA levantou a bandeira vermelha e apontou que, até 2050, os níveis dos mares vão subir de 25 a 30 centímetros e aumentar a frequência das inundações durante a maré cheia, mesmo em dias ensolarados, bem como a frequência das marés com potencial destrutivo durante tempestades.

Partes da Louisiana e do Texas serão as mais afetadas, com mares até 45 centímetros mais altos. Isso indica que o aumento do nível do mar nos próximos 30 anos será o equivalente ao observado durante todo o século passado, quando o aumento do nível do oceano Atlântico registrou aceleração na comparação com os 2.000 anteriores. Até 2060, São Petersburgo, na Flórida, terá mares 60 centímetros mais altos.

Nicole LeBoeuf, diretora da NOAA, disse à AP que o custo será alto, já que 40% dos norte-americanos vivem na região costeira. Embora os impactos sejam maiores durante as tempestades, cidades já vêm sofrendo com inundações durante marés altas. Quase 8 milhões de casas com custo de reconstrução de 1,9 trilhão de dólares, incluindo em cidades como Nova Iorque, Boston e Miami, correm o risco durante tempestades, destacou a Bloomberg. O estudo teve ampla repercussão na imprensa internacional, sendo noticiado também por ReutersNew York TimesWashington Post e Wall Street Journal.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.

Terra Indígena Apyterewa: desmatamento caiu de 102 km² para 7,5 km² após a retirada de invasores

Terra Indígena Apyterewa reduz o desmatamento após desintrusão, mas ameaças e risco de novas invasões ainda preocupam o povo Parakanã.