Com a parceria, UCB Power e Powin pretendem combinar tecnologias para fornecer sistemas de armazenamento de energia, uma necessidade crescente no país devido ao avanço de energias renováveis
A UCB Power, uma das empresas líderes em soluções de armazenamento de energia no Brasil, acaba de firmar uma parceria estratégica com a Powin, integradora global sediada nos EUA, para expandir o setor no país. O foco é atender à demanda crescente por soluções de armazenamento em larga escala, de baterias de grande porte (acima de 30 megawatts), impulsionada pela expansão das energias renováveis e pela necessidade de maior confiabilidade da rede elétrica.
Com essa parceria, UCB e Powin pretendem combinar suas tecnologias e experiência para fornecer sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) escaláveis, testados e otimizados para o mercado brasileiro.

A parceria é firmada num momento em que o Brasil se prepara para lançar, ainda em 2025, seu primeiro Leilão de Reserva de Capacidade, voltado exclusivamente para o armazenamento de energia, com o objetivo de aumentar a flexibilidade operacional do sistema elétrico e facilitar a integração de fontes renováveis.
País ainda tem muito a evoluir
Ao longo de 2024, foram comissionados 155 GW de armazenamento de energia no mundo, enquanto no Brasil, esse volume foi de apenas 660 MW. O comissionamento envolve testes elétricos, aplicação de carga nos limites da subestação projetada e testes operacionais para garantir o funcionamento da nova instalação.

Para Marcelo Rodrigues, vice-presidente de negócios e inovação da UCB Power, a diferença expressiva entre os números mundiais e os do Brasil não faz sentido, considerando o tamanho do país e seu enorme potencial no setor. No entanto, o Brasil ainda adota uma postura conservadora na implementação de sistemas de armazenamento de energia em larga escala no Sistema Interligado Nacional (SIN), limitando a expansão desse mercado promissor.
“Pacificar a questão regulatória é super importante. Mercados mais maduros você não coloca nenhuma fonte intermitente com menos de 20% de bateria. A regulação vai ajudar muito isso”, ressalta.

