“O bienio 2024–2025 deixa um legado. Mas deixa especialmente um chamado: seguir avançando, com serenidade e firmeza, para fazer do TCE-AM um instrumento cada vez mais humano, cada vez mais eficaz e cada vez mais alinhado à esperança de nosso povo“
O Bienio da Transformação e o Chamado do Serviço Público
Há momentos na vida institucional que transcendem números, relatórios ou indicadores. Momentos em que uma casa republicana, construída pelas mãos de muitos, revela, em sua própria trajetória, aquilo que se torna possível quando a vontade coletiva encontra propósito, direção e coragem. Assim foi o bienio de 2024–2025 no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas — um tempo de transformação concreta, silenciosa em alguns gestos, ousada em outros, mas sempre guiada pelo compromisso maior de servir ao cidadão e às famílias amazonenses.
Nenhuma transformação verdadeira nasce de um gabinete isolado. Ela brota da força moral de servidores e servidoras que honram seu dever diariamente; do empenho de equipes técnicas que compreendem o significado profundo da fiscalização; da energia de cada diretoria e secretaria que entende que governança não é um conceito abstrato, mas um pacto vivo com a sociedade. E brota, sobretudo, da união entre meus pares desta Corte, cuja experiência, firmeza e espírito de diálogo tornaram possível avançar sem hesitar, mesmo diante de desafios inéditos.
Se hoje o Tribunal está mais moderno, mais próximo da população e mais capaz de orientar o Estado para políticas públicas eficientes, isso se deve a cada pessoa que, com humildade e competência, contribuiu para que o TCE-AM desse um salto em direção ao futuro. A todas e todos, registro minha gratidão mais profunda.
Mas esta transformação não se mede apenas pela tecnologia que incorporamos, pela Amazon IA que lançamos, pelos fluxos processuais que reorganizamos, pela segurança jurídica que ampliamos ou pelas auditorias que modernizamos. Ela se mede, antes, pelo sentido que devolvemos ao exercício público: proteger vidas, orientar governos, fortalecer direitos, preservar recursos e cuidar da dignidade de quem depende de políticas públicas que funcionem.
Foi com esse espírito que criamos a Ouvidoria da Mulher, espaço de acolhimento e proteção para quem mais precisa. Foi com esse entendimento que fortalecemos a inteligência institucional, ampliamos a saúde do servidor, profissionalizamos a comunicação, modernizamos sistemas e reconectamos o Tribunal àquilo que lhe dá origem: o povo amazonense.
Ao iniciar mais um exercício nesta função que me foi confiada, volto-me ao que chamo, com reverência, de Senhor das Luzes. Peço a Ele sabedoria para decidir, discernimento para ouvir e disposição diária para servir — porque a confiança pública, uma vez concedida, exige de nós não apenas competência técnica, mas também grandeza de espírito.
O Tribunal não é obra de um só mandato. É construção permanente, alimentada pela geração de servidores que entendem fiscalização como compromisso e também cuidado; que auditoria é também coragem; que transparência é também justiça. E que a realidade de nosso Estado — vasto, complexo, diverso e desafiador — exige instituições que não temam inovar, integrar e proteger.
O bienio 2024–2025 deixa um legado. Mas deixa especialmente um chamado: seguir avançando, com serenidade e firmeza, para fazer do TCE-AM um instrumento cada vez mais humano, cada vez mais eficaz e cada vez mais alinhado à esperança de nosso povo.
A jornada continua — e que sigamos unidos, guiados pelaLuz que nunca falha, pela missão que nunca se esgota e pelo compromisso sagrado com o Amazonas e com nossa gente.