Investigação revela tráfico de jovens indígenas sob promessa de educação na Turquia

Em uma situação alarmante, a doutrinação religiosa e o tráfico humano estão afetando os povos indígenas no Brasil. Uma associação com base em Manaus, no Amazonas, está sob investigação pela Polícia Federal por suspeita de participação em tais atividades, usando a instrução em línguas árabes e turcas, e estudos do Alcorão e do Islã como isca.

Promessa de estudo na Turquia revela esquema perturbador

A organização, conhecida como Associação Solidária Humanitária do Amazonas (Asham), liderada por Abdulhakim Tokdemir, supostamente atraía jovens indígenas com a promessa de estudos totalmente financiados na Turquia. No entanto, as investigações revelaram uma imagem muito mais sinistra. Recentemente, cinco jovens indígenas deportados da Turquia, onde estavam detidos por três semanas devido à falta de vistos de permanência, trouxeram à luz a realidade de suas experiências.

As atividades da Asham chamaram a atenção das autoridades quando as primeiras denúncias surgiram em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, a cidade com a maior população indígena do país. Indígenas de várias etnias eram doutrinados e enviados para a Turquia sob a falsa promessa de uma educação financiada.

Indígenas
Foto divulgação

A realidade dos indígenas recrutados

De acordo com o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Umberto Ramos, o esquema se aproveita dos indígenas em situação de vulnerabilidade. O que inicialmente era apresentado como uma oportunidade de estudo na Turquia e a chance de se tornarem profissionais como médicos, advogados, teólogos e engenheiros, na realidade, transformou-se em uma situação de servidão, imposição religiosa e doutrinação.

O cenário torna-se ainda mais sombrio com relatos de agressões dentro do internato ilegal da Asham em Manaus. Um adolescente indígena da etnia Dessana, de 14 anos, relatou um incidente em que foi agredido e repreendido por um responsável turco no local. Além disso, foi relatado que os jovens indígenas realizavam a limpeza do internato e o preparo dos alimentos, com a alimentação restringindo-se a arroz, feijão e, às vezes, macarrão, sem proteína de origem animal.

As investigações em curso estão focadas em descobrir a totalidade das ações da Asham e de seus colaboradores, buscando proteger a população indígena de explorações futuras.

*Com informações CLIMA INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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