Rio de Janeiro adota drones e inteligência artificial como aliados no reflorestamento

A cidade do Rio de Janeiro inova nas ações de reflorestamento ao implementar o uso de drones e inteligência artificial. O prefeito Eduardo Paes e a secretária de Meio Ambiente e Clima, Taína de Paula, apresentaram na última sexta-feira (5) a nova estratégia que utilizará drones capazes de dispersar sementes em áreas equivalentes a 50 campos de futebol por dia. O foco será em áreas de difícil acesso, como encostas.

O lançamento do projeto ocorreu durante uma demonstração no Mirante do Pedrão, em Botafogo, parte do Parque Maciço da Preguiça, na zona sul da cidade. De acordo com a secretária Taína de Paula, esta iniciativa visa não apenas ao reflorestamento, mas também a mitigar os efeitos das ondas de calor sobre a população.

“Estamos respondendo às recentes ondas de calor com ações de reflorestamento de médio e longo prazo, além de suporte emergencial como pontos de hidratação e atendimento a pessoas desidratadas”, destacou Paula.

O projeto-piloto será implementado na Floresta da Posse, localizada em Campo Grande, na zona oeste do Rio. A expectativa é que os impactos positivos do reflorestamento comecem a ser observados em um período de dois a cinco anos, necessário para o crescimento das plantas. A prefeitura planeja investir R$ 27 mil no aluguel do drone, em uma colaboração com a startup franco-brasileira Morfo. Serão utilizadas exclusivamente sementes da Mata Atlântica, respeitando a vegetação nativa da região

Rio de Janeiro
Beth Santos – Prefeitura do Rio

Esta iniciativa coloca o Rio de Janeiro na vanguarda das práticas de reflorestamento urbano, utilizando tecnologia de ponta para enfrentar desafios ambientais e climáticos.

Segundo a administração municipal, uma equipe de apenas duas pessoas com um drone pode reflorestar uma área 100 vezes mais rápido do que os métodos tradicionais. Além disso, a técnica permite a dispersão de até 20 espécies nativas por ação, a um custo até cinco vezes menor. Este processo inovador elimina a necessidade de estabelecer e manter um viveiro por meses, reduzindo significativamente os custos e o tempo.

O uso dos drones envolve não apenas o plantio, mas também o mapeamento detalhado e a digitalização do território, além do acompanhamento das áreas reflorestadas para assegurar a eficácia do processo. A Morfo também participará na seleção e tratamento das sementes. “Algumas sementes são encapsuladas para aumentar a taxa de germinação”, explica Grégory Maitre, CEO da startup no Brasil.

A inteligência artificial terá um papel crucial na definição de um plano de plantio estratégico, calculando quais sementes serão plantadas, em que áreas e em que proporção. A gerente do programa Refloresta Rio, Camila Rocha, ressalta a importância dos drones tanto no acesso a áreas remotas quanto no monitoramento pós-plantio. Ela descreve o trabalho manual intensivo que caracteriza as práticas atuais, desde a capina de vegetação densa até o transporte manual de mudas.

O programa, que originalmente começou na década de 1980 e agora é conhecido como Refloresta Rio, envolve a comunidade local em suas atividades de reflorestamento. Com a incorporação de drones e IA, espera-se que o trabalho seja mais eficiente e menos árduo, além de garantir melhores taxas de sucesso e manutenção a longo prazo.

Este avanço coloca o Rio de Janeiro na vanguarda das práticas de reflorestamento urbano, demonstrando um compromisso com a inovação e a sustentabilidade ambiental.

*Com informações Agência Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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