Restrições sanitárias preocupam negociadores de países pobres para a COP26

Reuters abordou o incômodo de negociadores e representantes dos países menos desenvolvidos com as exigências sanitárias aplicadas pelo Reino Unido para participantes da COP26. Na maior parte dos casos, esses países não estão tendo acesso às vacinas contra COVID-19, já que a vacinação ainda está bastante concentrada nos países mais ricos e emergentes. Esses governos reclamam também da quarentena obrigatória de cinco dias para viajantes da “lista vermelha”, o que está atrapalhando o planejamento financeiro e operacional das delegações em Glasgow.

Guardian ouviu observadores experientes, com várias COPs no currículo, para medir a temperatura política da Conferência a menos de cinco semanas de sua abertura. O quadro não é animador: considerando as incertezas sanitárias e a falta de compromissos adicionais de mitigação e financiamento climático, a expectativa é de uma COP26 frustrante em termos de resultados. Alguns sinais recentes injetaram ânimo, mas um resultado positivo dependerá de promessas e ações mais ambiciosas antes do encontro na Escócia.

Em tempo: O pequeno país-ilha de Vanuatu, no Pacífico, entrou com ação na Corte Internacional de Justiça, em Haia, requisitando uma manifestação formal sobre os direitos das gerações presentes e futuras de serem protegidas dos impactos adversos da mudança do clima. O ponto central dessa demanda é a constatação de que as ações realizadas e prometidas pelos países desenvolvidos causadores da crise climática estão aquém daquilo necessário para garantir a sobrevivência dos 280 mil habitantes de Vanuatu, que pode desaparecer neste século com o aumento do nível do mar. Al-Jazeera e Reuters deram mais detalhes.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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