Programa do governo prevê impulsionar renda de quem protege as florestas

Ações de conservação e recuperação do meio ambiente na região amazônica vão receber investimentos inicialmente da ordem de R$ 500 milhões, por meio do R$ 500 milhões, anunciou nesta quinta-feira (4) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Uma vez que o Brasil possui o maior patrimônio de biodiversidade do mundo e tem potencial para se tornarebc um dos protagonistas mundiais de uma nova economia verde, o objetivo do Floresta +, segundo o MMA, é trabalhar a regulamentação do mercado voluntário de serviços ambientais para que os projetos tenham segurança jurídica e garantia do seu pleno desenvolvimento. Além disso, o programa deve impulsionar a renda daqueles que exerçam atividades que proporcionem ganho ambiental relevante. 

Os projetos selecionados poderão receber verba para inciativas como construção de cercas, ações de vigilância, combate a incêndios, proteção do solo, monitoramento, pesquisas sobre biodiversidade, plantio de espécies nativas, atividades agroflorestais e atividade integrada lavoura-pecuária-floresta.

Setor privado

O MMA explica também que a iniciativa contará pela primeira vez com o setor privado para consolidar e aumentar a escala e capilaridade de uma economia baseada em serviços ambientais. Neste sentido, os próximos passos são criar uma classificação econômica (CNAE) específica de serviços ambientais. Além disso, o ministério fará o reconhecimento e fomento de boas práticas metodológicas de valoração e validação dos atributos, benefícios e cobenefícios e disponibilizará o Cadastro Nacional de Serviços Ambientais para o registro das áreas, atividades e projetos de serviços ambientais para auxiliar sua divulgação e promoção.

O Floresta + é destinado a pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, grupo familiar ou comunitário que, de forma direta ou por meio de terceiros, executam as atividades de serviços ambientais em áreas mantidas com cobertura de vegetação nativa ou sujeitas à sua recuperação. Poderão ser reconhecidas e beneficiadas em todo território nacional diversas categorias fundiárias, sejam elas áreas privadas, de preservação permanente e de uso restrito, assentamentos, terras indígenas ou unidades de conservação, desde que tenham atividades de proteção e conservação de recursos naturais.

Benefícios para a sociedade

Segundo o ministério, a medida deve proporcionar uma série de benefícios para a sociedade. Dentre elas, o aumento da disponibilidade hídrica, a conservação do solo, polinização, a observação de fauna e a apreciação de paisagens naturais, a conservação da biodiversidade, a manutenção e aumento dos estoques de carbono, entre outros.

O programa vai começar por projetos na região amazônica. O ministério destaca que, embora seja uma das regiões mais ricas do país, a Amazônia tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Para o MMA, a falta de acesso às condições básicas de vida, como atendimento de saúde efetivo, água potável, tratamento de esgoto e energia elétrica, e a ausência de dinamismo econômico elevam o desmatamento e a prática de atividades ilegais na região. A expectativa é que as ações tragam resultados significativos para o desenvolvimento sustentável com foco na geração de emprego e renda.

Fonte: Agência Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O Brasil não cabe no quintal de ninguém

“A carta de Marco Rubio a Flávio Bolsonaro, o...

A conta e a fome

“A cobrança da The Economist sobre a dívida pública...

Idesam e APIAM ajudam comunidades do Amazonas a tirar seus territórios do anonimato

Idesam apoia comunidades do Amazonas no cadastro de territórios tradicionais e ajuda a superar barreiras de acesso digital.

O Amazonas decretou emergência por estiagem em 62 municípios e o Solimões caiu 1,34 m em uma semana

Seca no Amazonas leva a decreto de emergência por 180 dias. Queda do Solimões já restringe a navegação em comunidades do interior.

Nova espécie de peixe é descoberta no Amapá e já pode entrar na lista de ameaçados

Nova espécie de peixe encontrada no Amapá vive em apenas três locais conhecidos. Pesquisadores alertam para ameaças ao habitat.