Março de 2021 tem recorde de desmatamento na Amazônia Legal

Com 367,61 km² devastados na Amazônia, março de 2021 teve o maior desmatamento para o mês na história do monitoramento feito pela plataforma Terra Brasilis. A ferramenta, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), reúne alertas e monitora o desmatamento na região da Amazônia Legal desde 2015.

Até então, o mês de março com maior desmatamento havia ocorrido em 2018, com 357 km². No agregado do primeiro trimestre do ano, no entanto, 2021 aparece em quarto lugar, com 576 km² de desmatamento. Em primeiro, está 2020, com 797 km²; seguido por 2018 com 685 km² e 2016, com 644 km².

Em janeiro de 2021, o ano pareceu promissor com diminuição no desmatamento na região da Amazônia Legal. Com 86 km², o mês neste ano registrou 69,7% menos do que o registrado no mesmo período no ano passado (284 km²).

Em fevereiro, o desmatamento voltou a crescer na região, chegando a 123 km². A área devastada teve aumento de 43% em um mês.

Quando comparado março deste ano com fevereiro, o mês anterior, o crescimento é ainda maior: mais de 198%. Em relação ao mesmo mês em 2020, que teve 327 km² de desmatamento, o crescimento registrado foi de 12%

O Terra Brasilis reúne todos os avisos de desmatamento na região da Amazônia Legal desde agosto de 2015. Os dados deste levantamento abrangem áreas com: Desmatamento com Solo Exposto, Desmatamento com Vegetação e Mineração.

Fonte: CNN Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.

Terra Indígena Apyterewa: desmatamento caiu de 102 km² para 7,5 km² após a retirada de invasores

Terra Indígena Apyterewa reduz o desmatamento após desintrusão, mas ameaças e risco de novas invasões ainda preocupam o povo Parakanã.