FVS atribui alta da Covid-19 no Amazonas à banalização e ao descaso com a doença

MANAUS – A incidência de Covid-19 no Amazonas está elevada, mas a FVS (Fundação de Vigilância em Saúde) considera que os indicadores estão estáveis. Em boletim divulgado na sexta-feira, 20, a Fundação compara a ocorrência da infecção nos últimos dois meses.

A diretora presidente da FVS, Rosemary Costa Pinto, diz que o cenário epidemiológico da doença no estado pode ser reflexo da baixa adesão às medidas de prevenção à doença. “O que se percebe é a banalização da doença. Há um descaso com a prevenção à Covid-19, mas todo dia há registro de óbitos de infectados pelo novo coronavírus”, afirmou.

Houve um aumento de 5% no número de casos no estado em relação as notificações das semanas epidemiológicas 36 (30 de agosto a 5 de setembro) e 46 (8 a 14 de novembro). Na capital, o aumento foi de 3% e, no interior, de 29%.

Na comparação da Semana Epidemiológica 46 com a semana anterior (1 a 7 de novembro), 27 (43,5%) municípios apresentaram aumento no número de casos e 35 (56,5%) redução desse indicador. Os municípios com maior aumento percentual no número de casos foram Santa Isabel do Rio Negro, Apuí e Anori.

Em relação às mortes, o boletim registra 4.693 em todo o estado desde março até 14 de novembro, sendo 64% em Manaus e 36% no interior. A análise epidemiológica indica que houve aumento no número de óbitos por Covid-19 principalmente entre os residentes de Manaus.

O chefe da Sala de Situação do Amazonas da FVS, Daniel Barros, disse que o cenário atual da doença também pode estar relacionado a aglomerações de pessoas em eventos recreativos, nos fins de semana e feriados, além de convenções partidárias iniciadas desde o dia 31 de agosto. “Infelizmente, esse tipo de aglomeração se tornou frequente mesmo diante das recomendações sanitárias de manter o distanciamento social”, disse.

Até o dia 14 de novembro, conforme o boletim, foram registrados 13.859 hospitalizações por pacientes com covid-19 no estado. Houve aumento no número de novas internações pela doença em setembro. Em Manaus, onde estão concentradas as internações de infectados com o novo coronavírus (SARS-CoV-2), houve o aumento do número de internações por pacientes com covid-19 ocorreu primeiramente em hospitais da rede privada de saúde e, em seguida, em unidades da rede pública de saúde.

O boletim epidemiológico aponta, também, que houve um aumento na ocupação de leitos na rede privada de saúde, principalmente, a partir de 14 de setembro, enquanto que, na rede privada, esse aumento foi mais evidente a partir de 10 de outubro. Ainda na capital do estado, a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por pacientes com covid-19 aumentou a partir da segunda quinzena de setembro, mantendo-se elevada até o dia 14 de setembro.

A taxa de letalidade média no Amazonas é de 2,8%, ou seja, a cada 100 pessoas infectadas, três evoluem para óbito, sendo essa taxa mais elevada em Tabatinga (4,6%), Manaus (4,5%) e Itacoatiara (4%). Já a taxa de mortalidade no estado por covid-19, que mede a ocorrência de óbitos na população, foi de 115 óbitos por 100 mil habitantes, sendo os municípios com maiores taxas de mortalidade: Manacapuru (170 óbitos por 100 mil habitantes) e Tefé (161 óbitos por 100 mil habitantes).

Fonte: Amazonas Atual

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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